terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ex-algoz tira o penúltimo surfista que estava no caminho de Kelly Slater

23/09/2008
Taitiano vence Bede por combinação. Agora, apenas Taj pode impedir o americano de conquistar o nono título mundial por antecipação


De carrasco a aliado. Michel Bourez voltou a escrever uma página na história do Quiksilver Pro França e do melhor surfista de todos os tempos, Kelly Slater. No ano passado, como convidado, o taitiano mandou o americano para casa. Neste, novamente chamado para disputar a etapa, deu ao rival uma grande ajuda. Nesta terça, Bourez derrotou, por combinação, o australiano Bede Durbigde, um dos surfistas que podiam impedir o octacampeão mundial de erguer a taça da temporada por antecipação. Agora, apenas o aussie Taj Burrow pode detê-lo rumo ao eneacampeonato.
Para levar seu nono caneco do Circuito Mundial (WCT), Slater precisa vencer a etapa francesa e torcer para que Taj caia antes das semifinais. Do contrário, a corrida pelo título vai para Mundaka, no País Basco. O WCT passa ainda por Santa Catarina e termina em Pipeline, no Havaí.
Antes de chegar à França, Slater disse que o Quiksilver Pro era um tanto frustrante para ele. Isto porque nos últimos seis anos ele não conseguiu passar das semifinais. Mas a sorte do americano parece, agora, estar mudando por lá. Nesta terça, ele chegou a passar mais um sufoco, porém conseguiu virar e dar o troco no francês Joan Duru, carrasco na primeira fase. Depois, viu Taj se classificar.
Slater continuou na praia, de olho nas ondas de 1m de Estagnots, em Seignosse. Sabia que Bourez estava embalado. Na fase anterior, tinha mandado o australiano Joel Parkinson para casa. Mais que isso. No ano passado, o taitiano tinha sido o responsável pela eliminação do americano na terceira fase.
Nesta terça, Bourez abriu a bateria com um 9,80, a maior nota do dia até o momento. Bede pegou uma onda em seguida, uma esquerda longa, trabalhando bem e jogando muita água nas rasgadas. Ganhou 8,00.
O taitiano ainda tinha um coelho na cartola. Tirou um 9,77 e deixou o australiano em combinação. Nem uma nota 10 salvaria o australiano. Somente uma soma de 19,57 pontos adiantava.

- É uma das melhores baterias do ano – dizia Slater, enquanto a bateria ainda estava sendo disputada.

Oitavas-de-final:
1. Adriano de Souza BRA x Dayyan Neve AUS
2. Ben Dunn AUS x Bobby Martinez EUA
3. Mick Campbell AUS x Luke Stedman AUS
4. Taylor Knox EUA x Kelly Slater EUA
5. Taj Burrow AUS x Dane Reynolds EUA
6. Rodrigo Dornelles BRA x Adrian Buchan AUS
7. Michel Bourez TAH x Kieren Perrow AUS
8. CJ Hobgood EUA x Damien Hobgood EUA

Resultados terceira fase:
1. Adriano de Souza BRA 13.17 x 10.50 Travis Logie AFS
2. Dayyan Neve AUS 10.83 x 8.50 Heitor Alves BRA
3. Ben Dunn AUS 14.00 x 7.84 Chris Ward EUA
4. Bobby Martinez EUA 14.67 x 12.83 Jihad Khodr BRA
5. Mick Campbell AUS 12.33 x 12.00 Kai Otton AUS
6. Luke Stedman AUS x Pancho Sullivan HAV
7. Taylor Knox EUA 15.00 x 12.46 Tom Whitaker AUS
8. Kelly Slater EUA 16.00 x 13.00 Joan Duru FRA
9. Taj Burrow AUS 16.34 x 9.77 Gabe Kling EUA
10. Dane Reynolds EUA 17.26 x 12.50 Jordy Smith AFS
11. Rodrigo Dornelles BRA 13.43 x 9.33 Jeremy Flores FRA
12. Adrian Buchan AUS 11.33 x 8.17 Tiago Pires POR
13. Michel Bourez TAH 19.57 x 10.67 Bede Durbidge AUS
14. Kieren Perrow AUS 11.00 x 7.57 Roy Powers HAV
15. CJ Hobgood EUA 12.17 x 8.13 Daniel Wills AUS
16. Damien Hobgood EUA 13.17 x 6.73 Fredrick Patacchia HAV



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