Eu tento entender cada onda que vem até os meus pés
Sentir o salgado da boca que fica quando venta nas caminhadas que eu faço na beira do mar saudando cada movimento que o compasso das minhas pernas fazem na areia pra chegar ao infinito desejado e não desejado por algo que pulsa as minhas vísceras
Pulsa, pulsa e pulsa o tempo inteirinho.
O mar é bravo, a maré enche e esvazia.
A solidão é companheira do surfista
A prancha é o apoio do consolo
O estrepe firma os pés ou os pulsos pra dar a certeza que a vida vai continuar quando a onda bater e a correnteza para o fundo serem puxados
O fôlego é sustentável, amargo, rejeitado, odiado, raivoso, temeroso, gelado, comprometedor e por fim limitador.
A maré continua no seu balanço habitual da noite ao dia
Virada da lua ao sol, a um suspiro, a uma dor.
Desejo o meu desejo de viver a minha própria vida
Libertando a minha própria liberdade
Felicitando a minha própria felicidade
Abraçando o meu próprio abraço
Surfando as minhas próprias ondas
E, por fim, vivendo a minha própria vida.
Marina de Andrade
28/8/08
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