Octacampeão só precisa passar mais uma bateria em Mundaka para erguer o caneco de 2009 por antecipação

Kelly Slater até reclamou das ondas de Mundaka, mas mesmo assim deu as caras no Billabong Pro. E o americano não apenas apareceu, como deu um show na estréia e agora está a apenas uma vitória de conquistar o nono título mundial, por antecipação, na nona das 11 etapas do Circuito Mundial, o WCT.
Assim como Slater previa, a mítica onda de Mundaka não “acordou” nesta quarta-feira. As disputas foram para a cidade de Sopelana. O americano, que só precisa chegar às oitavas para erguer o caneco, tinha posto sua participação na etapa em dúvida. Isto porque, para ele e outros surfistas, as praias alternativas não têm condições de receber o chamado “Circuito dos Sonhos”.
- Seria ruim decidir o título mundial nesse tipo de onda. Espero que seja em Mundaka – diz Slater, depois de derrotar o americano Taylor Knox e o britânico Reubyn Ash.
Slater somou 16,33 pontos em sua bateria. Estava dando entrevista quando o australiano Taj Burrow também se classificava, com 0,01 a mais do que ele, no duelo contra o americano Damien Hobgood (13,00) e o espanhol Marco San Segundo (11,27). O aussie é o único surfista que tem chance de ser campeão mundial. Para isto, primeiro, precisa torcer para que Slater perca na próxima fase. Depois, tem de vencer a etapa.
Slater, porém, parecia muito à vontade nas ondas de Sopelana. Nos primeiros minutos, já tinha 6,83, enquanto os rivais tinham notas muito baixas: Taylor Knox (1,10) e Reubyn Ash (0,63).
As ondas quebravam longe, e Kelly, na metade da bateria, não conseguia escutar as notas. Pediu para os locutores repetirem a parcial. Ele vencia, com 8,83 pontos. Taylor tinha pego um 2,17, e precisava de 6,67 para virar. Ash buscava 7,83.
A dez minutos do fim, o octacampeão mundial tirou 7,33 para deixar os adversários em combinação. Não satisfeito, arrancou uma nota 9,00 em uma direita com duas manobras fortes, sendo uma delas um aéreo. Com 16,33 pontos a 4 minutos do fim, já estava com a vitória praticamente assegurada. Mas nem assim parou. Para o show ficar ainda melhor, deu um belo aéreo e, apesar de a nota não entrar no somatório (5,83), garantiu, em grande estilo, a vaga para a terceira fase.
- As ondas vieram para mim – resumiu.
Baterias da primeira fase:
1. Heitor Alves BRA 12.70, Aritz Aranburu ESP 10.83, Kai Otton AUS 9.00
2. Mick Campbell AUS 13.17, Jeremy Flores FRA 10.93, Ricky Basnett AFS 8.37
3. Nic Muscroft AUS 16.00, Pancho Sullivan HAV 12.00, Adrian Buchan AUS 10.00
4. Roy Powers HAV 8.04, CJ Hobgood EUA 7.50, Manoa Drollet TAH 5.03
5. Bobby Martinez EUA 14.84, Ben Dunn AUS 14.00, Mark Occhilupo AUS 8.50
6. Eneko Acero ESP 13.16, Adriano de Souza BRA 11.27, Jordy Smith AFS 10.93
7. Joel Parkinson AUS 15.60, Tim Reyes EUA 10.66, Hodei Collazo ESP 5.33
8. Kelly Slater EUA 16.33, Taylor Knox EUA 6.16, Reubyn Ash GBR 3.50
9. Taj Burrow AUS 16.34, Damien Hobgood EUA 13.00, Marco San Segundo ESP 11.27
10. Tom Whitaker AUS 15.00, Txaber Trojaola ESP 12.50, Bede Durbidge AUS 6.43
11. Luke Stedman AUS, Jay Thompson AUS, Daniel Ross AUS
12. Chris Ward EUA, Rodrigo Dornelles BRA, Jihad Khodr BRA
13. Dayyan Neve AUS, Mikael Picon FRA, Leonardo Neves BRA
14. Dane Reynolds EUA, Tiago Pires POR, Travis Logie AFS
15. Fredrick Patacchia HAV, Daniel Wills AUS, Ben Bourgeois EUA
16. Kieren Perrow AUS, Royden Bryson AFS, Luke Munro AUS

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