sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Silvana fecha 2008 como vice do mundo e iguala o melhor resultado do Brasil

Bicampeã antecipada, australiana Stephanie Gilmore vence o WCT de Maui,etapa que marca a aposentadoria de Layne Beachley


A cearense Silvana Lima conseguiu encerrar o ano na segunda colocação do ranking do Circuito Mundial. É o melhor resultado de uma brasileira desde 2002, quando a catarinense Jacqueline Silva, vice-campeã daquele ano, entrou para a história do surfe feminino verde e amarelo. Nesta quinta-feira, a cearense foi às semifinais do WCT de Maui e, na pontuação geral, só ficou atrás da australiana Stephanie Gilmore, bicampeã por antecipação e vencedora da etapa. Steph também conquistou a Tríplice Coroa Havaiana.
O WCT de Maui voltou a ser disputado nesta quinta, penúltimo dia da janela de espera. Como Honolua Bay não tinha boas condições, as meninas foram para Ho'okipa. Na final, Stephanie derrotou a havaiana Melanie Bartels. A aussie tirou 9,57 e 8,03, contra 7,67 e 7,13 da rival. Melanie tinha derrotado Silvana nas semis.

- Estou feliz porque tive um ótimo ano. Agora vou para casa descansar e passar as festas de fim de ano com a minha família – diz Silvana.

Na outra semifinal, Steph derrotou a compatriota Layne Beachley. Aos 36 anos e dona de sete títulos mundiais, a surfista se aposenta das competições.

- É difícil refletir sobre isso. Adoraria terminar no topo, mas eu sei que essa última temporada não é uma definição do que foi a minha carreira – diz Layne.

Tanto Silvana quanto Jacque estão confirmadas no WCT 2009. O Brasil terá a ainda a paranaense Bruna Schmitz.

Ranking final do WCT:
1 – Stephanie Gilmore (AUS) 7188
2 – Silvana Lima (BRA) 5534
3 – Sofia Mulanovich (PER) 5323
4 – Layne Beachley (AUS) 5210
5 – Amee Donohoe (AUS) 4051
6 – Samantha Cornish (AUS) 3972
7 – Melanie Bartels (HAV) 3876
8 – Rebecca Woods (AUS) 3602
9 – Jessi Miley Dyer (AUS) 3564
10 – Jacqueline Silva (BRA) 3398
11 – Megan Abubo (HAV) 2988
12 – Rosanne Hodge (AFS) 2784
13 – Nicola Atherton (AUS) 2670
14 – Julia De La Rosa Toro (PER) 2654
15 – Karina Petroni (EUA) 2604
16 – Melanie Redman-Carr (AUS) 2232
17 – Serena Brooke (AUS) 2094



sábado, 13 de dezembro de 2008

Após 8 anos de frustrações em Pipeline, Slater é hexacampeão da etapa havaiana

Dono de nove títulos mundiais, americano chega à 40ª vitória na carreira. Recordista com dois 10, australiano Joel Parkinson leva a Tríplice Coroa

Amarronzada, a sempre cristalina Pipeline estava quase irreconhecível. Kelly Slater não se importou. Após 8 anos de frustrações por lá, queria voltar a reinar naqueles tubos perfeitos. E assim o fez. Numa terça-feira de atuações memoráveis, com direito a uma nota 10 e virada espetacular nas semifinais, ele foi à decisão contra o também americano Chris Ward e conquistou a última etapa do Circuito Mundial (WCT). Foi seu 40º triunfo na carreira. E escreveu mais uma página da história do surfe: o eneacampeão do mundo agora é hexa em Pipe. Um campeonato que levou surfistas ao céu e, às vezes, ao inferno. Que consagrou o australiano Joel Parkinson - eliminado nas oitavas, mas recordista com duas notas 10 na terceira fase - como vencedor da Tríplice Coroa e que marcou a despedida de Bruce Irons das competições profissionais.
Kelly chegou a Pipe com cinco vitórias na temporada 2008. Mas para vencer ali ele precisaria afastar um fantasma antigo. A última vez que tinha disputado a decisão fora em 2006. Naquele ano, Andy Irons esperou toda a temporada até dar o troco. O americano sagrou-se octacampeão do mundo, mas o havaiano conquistou o Pipe Masters pela quarta vez, com direito a virada e uma nota 10 para consagrá-lo tetra da Tríplice Coroa. Slater estava engasgado. Três anos antes, o mesmo Irons o tinha derrotado na final. E, naquele ano, a derrota custou-lhe o título mundial.
O único brasileiro no dia decisivo foi Adriano de Souza, o Mineirinho. Perdeu nas oitavas para o australiano Adrian Buchan. Mas o paulista não tem motivos para se preocupar. Ele, que ainda se recupera de uma lesão no tornozelo, será um dos três representantes do país no WCT 2009. Jihad Kohd e Heitor Alves completam o trio verde e amarelo. Leo Neves, Rodrigo Dornelles, o Pedra, e Neco Padaratz se despedem da elite mundial.
Pipeline amanheceu com tons escuros, conseqüência da chuva na véspera. Mas como o que importa é a qualidade e não a cor das ondas, o palco estava pronto para as finais. E que finais. O primeiro a ir do céu ao inferno foi o havaiano Marcus Hickman. Tirou uma nota 9,60, mas foi eliminado pelo australiano Luke Stedman.
Logo depois foi a vez de um outro aussie sofrer por lá. Dono de duas notas 10 na terceira fase, Joel Parkinson decepcionou nas oitavas. Caiu diante do americano Tim Reyes, que saiu da água com a vaga nas quartas e um corte na cabeça. E a Austrália perderia um outro confronto contra os Estados Unidos. Bede Durbidge, que defendia tanto o título em Pipe quanto a Tríplice Coroa, perdeu para Chris Ward.
Voltemos a Slater. Ele fez nas direitas de Backdoor uma bateria perfeita nas oitavas. Somou 19,40 pontos (em 20 possíveis) e deixou o australiano Kieren Perrow em combinação, depois de pegar três tubos em uma onda (9,63) e “sumir” dentro de outra onda para reaparecer com direito a cambalhota (9,77).
Agora Slater teria que enfrentar o garoto-prodígio de Pipeline, Jamie O’Brien, campeão da etapa em 2004. Valeu a experiência do melhor do mundo. De novo, vitória por combinação, desta vez com notas 9,63 e 9,00. E ainda descartou um 8,00.
Do outro lado da “chave”, Andy Irons não deixava por menos. Derrotou seu compatriota Evan Valieri com notas 8,83 e 9,00. Em sua segunda bateria no dia, porém, caiu diante de Chris Ward, carrasco de Bede.
Nas semifinais, Slater passou sufoco, mas, em 30 segundos, venceu uma bateria que parecia perdida. Foi do inferno ao céu. Estava em combinação nos minutos finais da bateria contra Tim Reyes quando virou com notas 9,00 e 10,00.
Foram tantas as apresentações de gala que a final poderia até ter nível medíocre. Kelly tirou um 2,00 e pôs a mão na taça ao conseguir um tubo nota 7,17. Chris, com 2,33 e 3,50, precisava de 5,68. Esperava a onda certa enquanto o eneacampeão do mundo o pressionava.
Ward trocou a nota mais baixa por 3,73, e passou a procurar 5,45. A 4m do fim, Kelly achou um tubo para Backdoor, ganhou 6,83 e deixou o rival em combinação. Mais uma. A quarta em quatro baterias.

Final:
Kelly Slater EUA 14,00 x 7,23 Chris Ward EUA

Semifinais:
1. Kelly Slater EUA 19,00 x 15,60 Tim Reyes EUA
2. Chris Ward EUA 16,46 x 10,16 Adrian Buchan AUS

Quartas-de-final:
1. Tim Reyes EUA 16,17 x 6,67 Luke Stedman AUS
2. Kelly Slater EUA 18,63 x 11,84 Jamie O'Brien HAV
3. Adrian Buchan AUS 14,33 x 2,67 Kamalei Alexander HAV
4. Chris Ward EUA 8,06 x 7,43 Andy Irons HAV

Oitavas-de-final:
1. Luke Stedman AUS 12,67 x 12,20 Marcus Hickman HAV
2. Tim Reyes EUA 12,66 x 11,83 Joel Parkinson AUS
3. Kelly Slater EUA 19,40 x 7,96 Kieren Perrow AUS
4. Jamie O'Brien HAV 10,33 x 6,67 Aritz Aranburu ESP
5. Adrian Buchan AUS 15,77 x 11,56 Adriano de Souza BRA
6. Kamalei Alexander HAV 10,17 x 9,40 Tom Whitaker AUS
7. Chris Ward EUA 13,43 x 9,56 Bede Durbidge AUS
8. Andy Irons HAV 17,83 x 8,43 Evan Valiere HAV

Todos os campeões em Pipeline:
2008: Kelly Slater (EUA)
2007: Bede Durbidge (AUS)
2006: Andy Irons (HAV)
2005: Andy Irons (HAV)
2004: Jaime O’Brien (HAV)
2003: Andy Irons (HAV)
2002: Andy Irons (HAV)
2001: Bruce Irons (HAV)
2000: Rob Machado (EUA)
1999: Kelly Slater (EUA)
1998: Jake Paterson (AUS)
1997: Johnny-Boy Gomes (HAV)
1996: Kelly Slater (EUA)
1995: Kelly Slater (EUA)
1994: Kelly Slater (EUA)
1993: Derek Ho (HAV)
1992: Kelly Slater (EUA)
1991: Tom Carroll (AUS)
1990: Tom Carroll (AUS)
1989: Gary Elkerton (AUS)
1988: Robbie Page (HAV)
1987: Tom Carroll (AUS)
1986: Derek Ho (HAV)
1985: Mark Occhilupo (AUS)
1984: Joey Buran (EUA)
1983: Dane Kealoha (HAV)
1982: Michael Ho (HAV)
1981: Simon Anderson (AUS)
1980: Mark Warren (AUS)
1979: Larry Blair (AUS)
1978: Larry Blair (AUS)
1977: Rory Russell (HAV)
1976: Rory Russell (HAV)
1975: Shaun Tomson (AFS)
1974: Jeff Crawford (EUA)
1973: Gerry Lopez (HAV)
1972: Gerry Lopez (HAV)
1971: Jeff Hakman (HAV)

Todos os vencedores da Tríplice Coroa Havaiana:
2008 Joel Parkinson (AUS)
2007 Bede Durbidge (AUS)
2006 Andy Irons (HAV)
2005 Andy Irons (HAV)
2004 Sunny Garcia (HAV)
2003 Andy Irons (HAV)
2002 Andy Irons (HAV)
2001 Myles Padaca (HAV)
2000 Sunny Garcia (HAV)
1999 Sunny Garcia (HAV)
1998 Kelly Slater (EUA)
1997 Mike Rommelse (AUS)
1996 Kaipo Jaquias (HAV)
1995 Kelly Slater (EUA)
1994 Sunny Garcia (HAV)
1993 Sunny Garcia (HAV)
1992 Sunny Garcia (HAV)
1991 Tom Carroll (AUS)
1990 Derek Ho (HAV)
1989 Gary Elkerton (AUS)
1988 Derek Ho (HAV)
1987 Gary Elkerton (AUS)
1986 Derek Ho (HAV)
1985 Michael Ho (HAV)
1984 Derek Ho (HAV)
1983 Michael Ho (HAV)



sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Surf Solidário dá oportunidade de inclusão social a crianças carentes

Iniciativa promove aulas de surfe, acompanhamento odontológico e escolar


O Surf Solidário surgiu para mudar a vida de crianças carentes e completa um ano de existência com bons resultados alcançados. A idéia foi do empresário Celso Figueiredo e atende crianças de 8 a 12 anos que vivem na comunidade do Terreirão, região da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Apesar de não haver uma parceria direta com alguma escola, o boca-a-boca garante a classe cheia na Praia da Macumba. A iniciativa, coordenada atualmente por Bianca Ferreira, usa o surfe como um atrativo para os pequenos, mas tem como objetivo maior a inclusão social. Dionísio dos Santos é professor da escolinha, e destaca a importância das aulas para essas crianças.
- Eu fico muito satisfeito em poder fazer esse trabalho. É a oportunidade que tenho de devolver ao surfe o que ele me deu. Através do esporte passei a ter perspectivas, fiz amigos e viagens. Falo para os meninos agarrarem essa chance que estão tendo para que possam ter um bom retorno como eu tive.
Para o professor, o fato de as crianças serem de uma região carente as torna mais dedicadas.
- Muitos enfrentam dificuldades enormes, tem contato com a violência. Aqui no surfe eles têm contato é com a natureza, liberdade e qualidade de vida. Elas sabem que o esporte pode tornar sonhos reais e abrir portas para se viver com dignidade.
Além das aulas de surfe, as crianças recebem cestas básicas, tratamento odontológico e têm acompanhamento escolar. Há também uma parceria com uma escola de dança e, para o próximo ano, os planos também incluem aulas de inglês e informática.
Lucas Nascimento, de 11 anos, conheceu o Surf Solidariedade em setembro deste ano e já colhe bons frutos. O menino conquistou o terceiro lugar no campeonato Eco Surf Grumari, melhorou o boletim e fez vários amigos.
- Estar aqui é uma motivação para estudar, porque quem tira nota ruim não pode surfar. Eu quero ir para o Mundial um dia, mas também quero ter outra profissão. As pessoas acham que surfista não faz nada, mas tem que trabalhar muito sim – afirma o pequeno talento.
Além dos atletas diretamente envolvidos nas aulas, o projeto também conta com o apoio de artistas como Cláudio Heinrich, Kadu Moliterno e Humberto Martins. Neste fim de semana, eles estarão presentes no evento Surf Solidariedade, organizado pela escolinha.
Numa parceria com a Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), um campeonato de longboard será realizado visando obter maior visibilidade e assim atrair mais patrocinadores. A competição será na Praia da Macumba, em frente à Rua 4W. No sábado, as baterias vão das 9h até as 17h e, no domingo, das 7h às 14h.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mineiro despacha Bacalso

Uma bela atuação marcou a volta de Adriano de Souza às competições


Nesta quarta-feira, o guarujaense surfou um ótimo canudo para eliminar o havaiano Kekoa Bacalso, novo integrante da elite mundial, na terceira fase do Billabong Pipeline Masters.
Em ondas de até 2,5 metros nas maiores séries, Mineiro completou dois tubos para o Backdoor e totalizou 13.83 pontos na vitória sobre Kekoa, autor de 12.16.
O brasileiro volta a entrar em ação no quarto round, contra o australiano Adrian Buchan.
Adriano ainda não está 100% recuperado da torção no tornozelo sofrida durante o WQS no Arpoador e surfou com uma proteção no pé contra Bacalso.

Quem também reapareceu no World Tour em grande estilo foi o havaiano Andy Irons. Afastado das provas alegando problemas psicológicos, Irons venceu o australiano Dean Morrison nos instantes finais ao arrancar 9.87 dos juízes.
Nesta quarta, o australiano Joel Parkinson estabeleceu um novo recorde na última etapa do World Tour ao registrar duas notas 10 na bateria, disputada em ondas de até 2,5 metros.
Totalmente em sintonia com os tubos do Backdoor, Parko venceu um belo duelo contra o jovem havaiano Dusty Payne, que vinha liderando a Tríplice Coroa Havaiana.
Depois de obter 8.67 e 10, Parko viu o adversário reagir com 9.43. Mas o dia era mesmo do australiano, que levou a platéia ao delírio de passear por dentro de uma boa direita e arrancar outra nota 10 dos juízes.

O nove vezes campeão do mundo Kelly Slater também fez uma bela estréia. Com 8.17 e 8.67, Slater não teve trabalho algum para deter o local Ezra Sitt, autor de apenas 1.23 e 6.67. O norte-americano ainda ampliou vantagem no fim da bateria ao trocar sua menor nota por 9.10.

Silvana dá show em Honolua

A cearense Silvana Lima está nas quartas-de-final do Billabong Pro Maui, última etapa do World Tour feminino que rola em Honolua Bay, Maui, Hawaii.

Nesta quarta-feira, Silvana venceu as duas baterias que disputou, enquanto a catarinense Jacqueline Silva passou em segundo lugar na rodada de abertura e caiu diante da australiana Rebecca Woods no terceiro round.

Em disputa com poucas ondas, Woods descolou 5.00 e 7.00 para bater Jacque, autora de 6.75 na única onda que pegou.

Silvana, que somou 6.75 e 5.75 na primeira fase, voltou a entrar em ação no último duelo do dia e não deu chance à norte-americana Karina Petroni.

A cearense obteve 9.25 e 8.75 nas duas melhores ondas, dando-se ao luxo de descartar 7.00 e 6.25. Petroni bem que tentou, mas saiu da água com 6.50 e 5.25.

Quartas-de-final do Billabong Pro Maui 2008

1 Layne Beachley (Aus) x Rosanne Hodge (Afr)
2 Rebecca Woods (Aus) x Stephanie Gilmore (Aus)
3 Carissa Moore (Haw) x Melanie Bartels (Haw)
4 Megan Abubo (Haw) x Silvana Lima (Bra)



quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Leo e Pedra dão adeus e selam a pior temporada do Brasil na elite mundial

Heitor também perde e torce por resultados de rivais. Garantido no WCT 2009,Mineirinho é a última esperança do Brasil na etapa de Pipeline

O início de um Pipeline Masters nunca foi tão triste para o Brasil. E uma temporada nunca foi tão ruim. Os dois melhores surfistas do país em 2007 deram adeus à elite mundial. Rodrigo Dornelles, o Pedra, e Leonardo Neves caíram na estréia da etapa havaiana, e viram Heitor Alves também ser eliminado. A este, para se manter no Circuito Mundial (WCT) de 2009, resta torcer por tropeços de seus rivais. Jihad Kohdr foi outro que perdeu na estréia, mas ele já estava garantido na próxima temporada, assim como Adriano de Souza, o Mineirinho, que ainda vai estrear em Pipe. Com no máximo três surfistas em 2009, o surfe brasileiro sela seu pior desempenho na história desde que o circuito foi dividido em elite e acesso, em 1992, quando apenas Teco Padaratz e Fábio Gouveia competiam. O PORTAL PRAIA transmite o Billabong Pipeline Masters ao vivo.

Heitor é o único brasuca que ainda pode se classificar. Neco Padaratz, com problemas nas costas, tinha pedido uma vaga de convidado, pois não disputou as últimas etapas. A Associação dos Surfistas Profissionais (ASP), no entanto, anunciou que ele pediu para que vaga fique para a temporada 2010 porque ainda não se encontra em condições de competir.

Depois do anúncio sobre as condições de Neco, o dia catastrófico do Brasil terminou com a eliminação de Leo Neves, diante do australiano Daniel Wills, surfista que vai se aposentar.

Leo chegou a dividir as ondas com Heitor - no sistema de baterias Dual Heat -. O cearense perdia para o havaiano Dusty Payne, líder da Tríplice Coroa Havaiana.

Assim que entrou na água, o carioca tirou um tubo, mas sem sucesso (1,50). E o aussie mostrou estar disposto a se aposentar em grande estilo. Ganhou 7,83 e assumiu a ponta.

Daniel tirou 8,43 e deixou o brasileiro em combinação, ou seja, precisando de mais de uma nota 10 para virar. Mas Leo reagiu, fez 5,33 e 6,77. Saiu da combinação, mas não achou o 9,49 de que tanto precisava.

Leo dá adeus ao WCT depois de duas temporadas na elite. Pedra, que perdeu na primeira fase para o havaiano Torrey Meister, também dá adeus depois de dois anos seguidos. Antes, ele tinha disputado em 2001 e 2002.

A Heitor, resta torcer para que seus adversários não o ultrapassem. Ele é o 24º do ranking que mantém os 27 primeiros na elite em 2009.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Em Maui, meninas do WCT competem com a veterana Layne pela última vez

Etapa final começa nesta segunda-feira em Honolua Bay




As integrantes da elite mundial terão, a partir desta segunda-feira, a última chance para competir contra a maior surfista de todos os tempos. Quando o WCT de Maui terminar, a australiana Layne Beachley vai se aposentar, aos 36 anos.

São 18 anos seguidos na elite e sete títulos mundiais: de 1998 a 2003 e em 2006. Layne competiu contra homens e ajudou a popularizar o surfe feminino.

O Brasil terá duas representantes em Honolua Bay: a cearense Silvana Lima, terceira colocada do ranking, e a catarinense Jacqueline Silva, nona. Ambas estão garantidas no WCT 2009.

Primeira fase:

1 Samantha Cornish (AUS), Rebecca Woods (AUS), Rosanne Hodge (AFS)
2 Layne Beachley (AUS), Jacqueline Silva (BRA), Melanie Redman-Carr (AUS)
3 Stephanie Gilmore (AUS), Nicola Atherton (AUS) e trialista
4 Sofia Mulanovich (PER), Megan Abubo (Haw), Paige Hareb (NZL)
5 Silvana Lima (BRA), Melanie Bartels (Haw), Serena Brooke (AUS)
6 Amee Donohoe (AUS), Jessi Miley-Dyer (AUS), Karina Petroni (EUA)


Com novo formato e presença de Slater e Irons, Pipeline será drama para brasileiros

Heitor tenta se manter na zona de classificação para a elite. Na berlinda, Leo e Pedra têm de chegar à final da etapa decisiva do WCT


Depois de Haleiwa e Sunset, é a vez das esquerdas mais famosas do mundo fecharem a Tríplice Coroa Havaiana. A janela de espera do WCT de Pipeline começa nesta segunda-feira com novo formato, presenças confirmadas de Kelly Slater e Andy Irons, que andavam afastados das competições, e drama para três brasileiros. Heitor Alves, Leo Neves e Rodrigo Dornelles, o Pedra, estão na berlinda: a etapa é a última do Circuito Mundial, e só os 27 primeiros se mantêm na elite em 2009. O Portal Praia vai transmitir o Billabong Pipe Masters ao vivo! A chamada será às 16h (de Brasília).
O cearense Heitor é o que tem mais chance: está em 24º. Ao carioca Leo e ao gaúcho Pedra, só a final de Pipeline interessa.
Sexto colocado, o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, é o único brasileiro garantido pelo WCT. Mas o paranaense Jihad Kohdr, 42º, conseguiu se safar pelo ranking de acesso (WQS). Ao catarinense Neco Padaratz, com uma lesão nas costas, resta a esperança de ganhar um convite para disputar a próxima temporada.
Pipeline também decidirá o campeão da Tríplice Coroa. O havaiano Dusty Payne é o líder, seguido pelo australiano Joel Parkinson e pelo taitiano Michel Bourez. O atual campeão é o aussie Bede Durbidge.
Quando as ondas derem o sinal verde, as esquerdas de Pipe estrearão um formato inédito. Os surfistas da elite serão divididos em três fases de 16 baterias homem a homem. Os 16 últimos entrarão na primeira, junto com os convidados. Quem vencer, enfrentará um dos surfistas que ocupam da 17ª à 32ª colocação. Desta fase sairão os adversários dos 16 cabeças-de-chave. Tal formato será adotado em algumas etapas de 2009.
Leo, Pedra e Jihad estão na primeira fase. Heitor só entra na segunda, e Mineirinho na terceira. Se o WCT terminasse hoje, o 28º do ranking também se classificaria para o WCT, pois o havaiano Bruce Irons, em 22º, anunciou que vai deixar o circuito.
Andy, irmão mais velho de Bruce e tricampeão mundial, está confirmado em Pipeline. Ele abandonou a etapa da França e desistiu de Mundaka e do Brasil. Kelly Slater, eneacampeão mundial antecipado, também está inscrito. Após o título, em Mundaka, ele decidiu tirar férias e não foi para a etapa de Santa Catarina.

Primeira fase
1 Daniel Wills (AUS) x Mark Healey (HAV)
2 Manoa Drollet (TAH) x Nathan Carroll (HAV)
3 Mark Occhilupo (AUS) x Jamie O'Brien (HAV)
4 Rodrigo Dornelles (BRA) x Shane Dorian (HAV)
5 Luke Munro (AUS) x Dusty Payne (HAV)
6 Jihad Khodr (BRA) x Marcus Hickman (HAV)
7 Makua Rothman (HAV) x Dustin Barca (HAV)
8 Leonardo Neves (BRA) x Laurie Towner (AUS)
9 Jay Thompson (AUS) x Tory Barron (HAV)
10 Kekoa Bacalso (HAV) x Ian Walsh (HAV)
11 Daniel Ross (AUS) x David Wassell (HAV)
12 Aritz Aranburu (Esp) x Jesse Merle-Jones (HAV)
13 Ben Bourgeois (EUA) x Kamalei Alexander (HAV)
14 TJ Barron (HAV) x Ola Eleogram (HAV)
15 Royden Bryson (AFS) x Kalani Chapman (HAV)
16 Ricky Basnett (AFS) x Daniel Jones (HAV)



sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Australianos dominam lista dos classificados para o WCT 2009

Confira quem são os 15 surfistas da divisão de acesso (WQS) que ganharam o direito de disputar o Circuito Mundial

Com o fim do WQS de Sunset, a Associação dos Surfistas Profissionais (ASP) fecha a lista dos 15 atletas que se classificam para o Circuito Mundial (WCT) de 2009. Eles se juntarão aos 27 primeiros colocados do ranking WCT e aos três que receberão vagas por terem se lesionado durante esta temporada.

Os australianos dominam, com cinco representantes. O único brasileiro é Jihad Kohdr, já integrante da elite. Hizunomê Bettero e Simão Romão chegaram a Sunset com boas chances de entrar no top 15 do WQS, mas caíram na quarta fase da etapa e deram adeus ao sonho de integrar a elite mundial.

Classificados para o WCT 2009:

1 Nathaniel Curran (EUA) 13200
2 Chris Davidson (AUS) 12825
3 Michel Bourez (TAH) 12775
4 Gabe Kling (EUA) 12476
5 Jihad Khodr (BRA) 12150
6 David Weare (AFS) 12125
7 Josh Kerr (AUS) 12075
8 Nic Muscroft (AUS) 12050
9 Kekoa Bacalso (HAV) 11963
10 Greg Emslie (AFS) 11901
11 Tim Boal (FRA) 11888
12 Dustin Barca (HAV) 11776
13 Tiago Pires (POR) 11750
14 Phillip MacDonald (AUS) 11676
15 Drew Courtney (AUS) 11638



CJ é campeão do WQS de Sunset, segunda jóia da Tríplice Coroa Havaiana

Dono na única nota 10, Jordy Smith segura a lanterna na final. Pipe Masters, a partir de segunda, fecha a série mais tradicional do surfe



Coube ao americano CJ Hobgood a honra de conquistar a segunda jóia da Tríplice Coroa Havaiana em uma temporada clássica, com ondas de causar inveja a qualquer surfista. Nesta quinta-feira, o campeão mundial de 2001 brilhou nas direitas de Sunset e ergueu a taça da última etapa do WQS, a divisão de acesso. Um campeonato que teve valor de vida ou morte para boa parte dos participantes, na busca de vagas para o Circuito Mundial (WCT) de 2009. Agora, somente ele, os outros 44 integrantes dessa elite e mais alguns sortudos convidados disputarão o último desafio da série havaiana. O Pipeline Masters começa na segunda-feira, e o Portal Praia transmite ao vivo.
Após o WQS de Sunset, o Brasil tem apenas dois surfistas garantidos no WCT 2009: Adriano de Souza, o Mineirinho, mantido pelo ranking WCT, e Jihad Kohdr, pelo WQS, lista que classifica os 15 primeiros. Rodrigo Dornelles, o Pedra, Heitor Alves e Leo Neves tentarão, durante o Pipe Masters, permanecer na elite.
Pedra e Leandro Bastos foram os melhores brasucas em Sunset. Depois de darem show na quarta fase, eles caíram nas oitavas-de-final, assim como o franco-brasileiro Eric Rebieri.

Poderosa, Sunset faz teste de fogo aos surfistas
Sunset, uma das ondas mais famosas do Havaí, esteve bela como sempre e poderosa como nunca para a final do WQS. Felizardos aqueles que conseguiram domá-la. Por vezes, descontou sua raiva quebrando pranchas. Ora proporcionava tubos perfeitos para consagrar alguns, como Jordy Smith - dono da única nota 10 -, ora teimava em não ajudar quem precisava, como fez com um de seus queridos “filhos”, o havaiano Sunny Garcia.
Jordy sentiu a "maldade" de Sunset na final. Depois de brilhar desde a manhã do dia decisivo, ele não se achou na hora em que o título estava em jogo. Terminou na lanterna. O australiano Tom Whitaker ficou em segundo, à frente do havaiano Marcus Hickman.
Eliminado nas semifinais, o havaiano Dusty Payne é o novo líder da Tríplice Coroa. O taitiano Michel Bourez, campeão em Haleiwa, aparece logo atrás, seguido pelo australiano Joel Parkinson e pelo sul-africano Jordy Smith.

Taj é o primeiro favorito a dar adeus
Os melhores surfistas australianos ficaram pelo caminho ao longo do dia. O primeiro deles foi Taj Burrow, terceiro melhor surfista do mundo. Taj e Kai Otton destaque do WCT, caíram na mesma bateria, nas oitavas-de-final. Um aussie salvou aquele duelo: Rhys Bombaci conseguiu ficar com a segunda vaga do confronto vencido pelo havaiano Torrey Meister.
Campeão do mundo em 2007, o aussie Mick Fanning tinha sido um mero coadjuvante nas oitavas, mas foi o protagonista de seu duelo nas quartas-de-final. Com 16,84 pontos, garantiu a primeira vaga para a Austrália nas semifinais.

Bede cai nas quartas depois de ver 9,93 de Parko
Atual campeão da Tríplice Coroa Havaiana e número 2 do WCT, o australiano Bede Durbidge fez o caminho contrário. Diferentemente de Mick, ele brilhou nas oitavas, com 17,27 pontos (em 20 possíveis). Na fase seguinte, porém, parou diante dos inspirados Jordy Smith, sensação sul-africana, e Joel Parkinson numa das melhores baterias do campeonato.
Jordy já tinha posto seu nome na lista de recordes da etapa ao tirar a única nota 10 em Sunset e fazer 18,50 pontos nas oitavas. De volta ao mar, ganhou 9,00 e 8,50. Parko tinha 7,67 e 7,33 e precisava de 9,83 para liderar. A 2m do fim, entrou em um tubo e saiu dele com um 9,93. Bede e o havaiano Kamalei Alexander observaram tudo, em situação de combinação. Nem uma nota 10 os salvaria.

Mick e Parko são eliminados nas semis
Fanning voltou a entrar em ação e parecia fazer da classificação uma tranqüila tarefa. Com um 7,17, liderava o duelo em que ele e o americano CJ Hobgood, campeão mundial em 2001, eram os favoritos. CJ pegou duas ondas medianas e assumiu a ponta (5,63 e 5,33). O que os campeões do mundo não contavam era com a reação havaiana. O americano conseguiu se manter em primeiro, mas Marcus Hickman, um dos maiores destaques da competição, levou a segunda vaga. Dusty Payne ficou em terceiro, deixando Mick com a lanterna.
Depois foi a vez de Parko dar adeus. Enfrentou novamente Jordy Smith. E o sul-africano conseguiu mais uma nota alta: 9,17. Joel, desta vez, não conseguiu reagir. Tinha 4,67 e 4,83 e precisava de 7,51 para se classificar. Viu seu compatriota Tom Whitaker pegar apenas duas ondas na bateria e, com 6,67 e 5,67, levar a última vaga para a final.

Jordy passa perrengue na decisão
Com tantas disputas emocionantes nas oitavas, quartas e semis, a final pareceu morna. Pelo menos no começo. CJ liderava com 6,50 e 5,67, e Hickman tinha a maior nota: 6,50, além de um 2,00. Na metade da bateria, Jordy Smith tomou uma série na cabeça, foi arrastado até quase a beira e perdeu a prancha. Contou com a ajuda de um amigo para pegar uma nova. Até aquele momento, o garoto prodígio não tinha mostrado sua força. Suas notas eram 1,00 e 1,13.
Jordy, agora com nova prancha, ainda voltava para o outside quando Tom Whitaker pegou uma pesada onda e ganhou 7,67 para ir à primeira colocação. O sul-africano, na lanterna, fazia uma bateria para esquecer. CJ, por sua vez, queria fazer daquela final inesquecível. A cinco minutos do fim, uma "bomba" veio em sua direção, e ele não sucumbiu. Foi recompensado com um 8,50 e a vitória em Sunset.

- Não vou chorar não - disse, no alto do pódio.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sunset dá folga antes das oitavas

Ondas baixas adiam seqüência da segunda jóia da Tríplice Coroa


Sunset Beach amanheceu com ondas muito mais baixas do que o esperado, e os organizadores da segunda jóia da Tríplice Coroa Havaiana decidiram dar folga aos homens que disputarão as oitavas-de-final do WQS local.

O Brasil ainda tem dois representantes na competição: Leandro Bastos, que disputará a primeira das oito baterias, e Rodrigo Dornelles, o Pedra, escalado para a quarta série.

A janela de espera vai até este sábado, dia 6 de dezembro, dois dias antes do início das últimas etapas do WCT. Confira abaixo as baterias das oitavas-de-final em Sunset:

Oitavas-de-final:

1. Leandro Bastos BRA, Damien Hobgood EUA, Marcus Hickman HAV, CJ Hobgood EUA
2. Mick Fanning AUS, Dusty Payne HAV, Dane Gudauskas EUA, Hank Gaskell HAV
3. Rhys Bombaci AUS, Kai Otton AUS, Torrey Meister HAV, Taj Burrow AUS
4. David Weare AFS, Rodrigo Dornelles BRA, Chris Davidson AUS, Yadin Nicol AUS
5. Dion Atkinson EUA, Jordy Smith AFS, Patrick Gudauskas EUA, Drew Courtney AUS
6. Bede Durbidge AUS, Nic Muscroft AUS, Adrian Buchan AUS, Tom Whitaker AUS
7. Eric Rebiere FRA, Ian Walsh HAV, Kamalei Alexander HAV, Kirk Flintoff AUS
8. Phillip MacDonald AUS, Greg Emslie AFS, Josh Kerr AUS, Joel Parkinson AUS



Brasil fracassa no WQS e terá no máximo cinco surfistas na elite mundial de 2009

Eliminações de Hizunomê e Simão em Sunset tiram o brilho das belas atuações de Leandrinho e Pedra, classificados às oitavas-de-final


Começou com Simão Romão, que se despediu ao segurar a lanterna de sua bateria, a primeira do dia. Na 16ª e última, foi a vez de Hizunomê Bettero sofrer para conseguir pegar duas ondas e também dar adeus. Com a eliminação desses dois surfistas na quarta fase do WQS de Sunset, até as belas atuações de Rodrigo Dornelles, o Pedra, e de Leandro Bastos perderam o brilho. Isso porque o Brasil agora vai para o último dia da etapa sem chance de classificar mais ninguém para a elite do surfe através da divisão de acesso. Assim, terá no máximo cinco representantes no Circuito Mundial (WCT) de 2009: os já classificados Adriano de Souza, o Mineirinho, e Jihad Kohdr e, talvez, Heitor Alves, Leonardo Neves e Rodrigo Dornelles, o Pedra. O trio buscará vaga a partir do dia 8, em Pipeline, última etapa do WCT. O Portal Praia transmite a Tríplice Coroa ao vivo!
O gaúcho Pedra está nas oitavas em Sunset, mas ele não tem mais chance de se classificar pela divisão de acesso. Neste ano, apenas Jihad conseguiu tal façanha. Ele está em péssima situação na elite, mas se recuperou pela “Segundona”. Mineirinho, que não competiu em Sunset por estar machucado, se manteve pelo próprio WCT.
Heitor está relativamente tranqüilo. O cearense ocupa a 24ª colocação do ranking que mantém os 27 primeiros. A missão de Pedra e Leo, porém, é complicada. Leo é o 34º, e Pedra o 35º. A eles, só a final de Pipeline interessa. E o gaúcho tem de ser campeão.
Hizunomê fechou o dia de paredões de 4m. Mas pegou apenas duas ondas em sua bateria, a primeira delas a 8 minutos do fim. Era uma grande e pesada direita. O ubatubense levou uma bordoada nas costas, mas conseguiu se segurar. Arriscou um floater, quase foi engolido, mas ressurgiu em pé na prancha, comemorando muito. Os juízes não se mostraram tão felizes e deram a ele 4,83. Precisava de 5,08 para continuar sonhando e ganhou 3,27.
O dia brasileiro, porém, teve alegrias. Começou com Leandrinho superando dois campeões mundiais: os australianos Mark Occhilupo e Mick Fanning. Para tristeza dos brasileiros, no entanto, Simão Romão ficou na lanterna, dando adeus ao sonho de entrar no WCT.
Depois foi a vez de Pedra garantir vaga nas oitavas. E o gaúcho pegou uma das melhores ondas do dia, um 9,43, mas terminou em segundo na bateria vencida pelo australiano Kai Otton, surfista que, assim como ele, é integrante da elite mundial (WCT).
Na 11ª bateria, o carioca Yuri Sodré deu adeus a Sunset ao terminar em terceiro da bateria vencida pelo australiano Adrian Buchan. O americano Patrick Gudauskas levou a segunda vaga e o irmão dele, Tanner, segurou a lanterna.

Franco-brasileiro supera dores e vai às oitavas

Com Eric Rebiere, carioca naturalizado francês, o Brasil conseguiu mais uma vitória. Mesmo com as costas machucadas, Eric somou 11,67 pontos, contra 9,07 do australiano Phillip MacDonald. O irlandês Glenn Hall (7,07) e o francês Jeremy Flores (5,9O) foram eliminados.

- Fui para pegar onda, e não para pegar duas ondas perfeitas. Não estou treinando muito, pois machuquei as costas. Estou indo direto para as baterias - diz Eric.

Oitavas-de-final:

1. Leandro Bastos BRA, Damien Hobgood EUA, Marcus Hickman HAV, CJ Hobgood EUA
2. Mick Fanning AUS, Dusty Payne HAV, Dane Gudauskas EUA, Hank Gaskell HAV
3. Rhys Bombaci AUS, Kai Otton AUS, Torrey Meister HAV, Taj Burrow AUS
4. David Weare AFS, Rodrigo Dornelles BRA, Chris Davidson AUS, Yadin Nicol AUS
5. Dion Atkinson EUA, Jordy Smith AFS, Patrick Gudauskas EUA, Drew Courtney AUS
6. Bede Durbidge AUS, Nic Muscroft AUS, Adrian Buchan AUS, Tom Whitaker AUS
7. Eric Rebiere FRA, Ian Walsh HAV, Kamalei Alexander HAV, Kirk Flintoff AUS
8. Phillip MacDonald AUS, Greg Emslie AFS, Josh Kerr AUS, Joel Parkinson AUS



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

‘Fenômeno’ do surfe feminino conquista o bicampeonato mundial por antecipação

Fã de Ronaldo, Stephanie Gilmore, de 20 anos, vira bateria contra Silvana nos últimos minutos em Sunset e ergue a taça do WCT pela segunda vez



No ano passado, ela já tinha feito jus ao apelido de “fenômeno” do surfe feminino. Neste, aos 20 anos de idade e carregando o posto de número 1 do mundo nas costas, foi ainda melhor. A sempre sorridente Stephanie Gilmore, fã do jogador de futebol Ronaldo, não se abalou com o peso que carregava e conquistou, por antecipação o bicampeonato do Circuito Mundial (WCT), nas ondas de Sunset, penúltima etapa da temporada e segunda jóia da Tríplice Coroa Havaiana. A vitória da australiana só veio nos últimos minutos da final, com uma virada espetacular sobre a brasileira Silvana Lima. As aussies Nicola Atherton e Jessi Miley-Dyer completaram o pódio.

- Defender o título mundial é definitivamente mais difícil do que conquistá-lo pela primeira vez - diz a surfista, com o cheque de US$ 12 mil (R$ 28 mil) nas mãos.

Em 2005, aos 17 anos, ela se tornou a mais jovem surfista a vencer uma etapa do WCT. Como convidada em Snapper Rocks, o quintal de sua casa, roubou a cena e ergueu a taça do evento de abertura do circuito. Dois anos depois, lá estava ela entre as melhores do surfe. E entrou para a história ao ser a primeira estreante a tornar-se campeã do mundo.
No ano passado, o título foi conquistado apenas na última etapa, na ilha de Maui. A peruana Sofia Mulanovich e a brasileira Silvana Lima estavam na cola. Desta vez, a mesma Sofia e a australiana Layne Beachley, heptacampeã mundial, tinham chance de pará-la.
Sofia deu adeus à corrida nas quartas-de-final, ao terminar na lanterna. Layne, que vai se aposentar no fim da temporada, lutou mais um pouco.
Stephanie, no entanto, por pouco não deu adeus à competição nas semis. Ela ficou na lanterna a maior parte do tempo, mas conseguiu se recuperar nos minutos finais. Nessa bateria, o show foi de Silvana, com direito a uma nota 9,00.
O caminho para o título parecia mais tranqüilo quando Stephanie viu, do palanque, Layne perder nas semifinais. Agora só dependia dela mesma. E a australiana contou com um apoio de peso. Pouco antes de a decisão começar, o bicampeão mundial Tom Carroll passou, de paddle board, pela praia.
Carroll sentou-se no outside e viu quando Stephanie pôs a mão na taça ao tirar 7,33 de um 3,00 inicial. Silvana ameaçou quando ganhou 6,33 em sua primeira onda. E a cearense de Paracuru estava mesmo disposta a atrapalhar a australiana. Aos 10 minutos, arrancou 7,83 dos juízes e passou à liderança.
Sil ainda ousou descartar um 6,17, enquanto Stephanie só conseguiu trocar seu 3,00 por um 4,83 e depois por um 5,10. Precisava de 6,85 e tirou 6,50. Mas não se abateu. Tirou 8,50 nos últimos dois minutos, assegurou o caneco, impedindo a brasileira de conquistar sua primeira vitória na carreira.

- A energia da galera foi incrível - diz Stephanie.

As surfistas da elite mundial seguem agora para a Ilha de Maui, onde disputarão a última etapa da temporada, a partir do dia 8.

Final:
15.83 Stephanie Gilmore AUS, 14.16 Silvana Lima BRA, 9.00 Jessi Miley-Dyer AUS, 6.46 Nicola Atherton AUS

Semifinais:
1. 16.17 Silvana Lima BRA, 12.40 Stephanie Gilmore AUS, 10.90 Megan Abubo HAV, 8.96 Serena Brooke EUA
2. 13.17 Nicola Atherton AUS, 12.03 Jessi Miley-Dyer AUS, 8.70 Layne Beachley AUS, 7.74 Lee Ann Curren FRA



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Maya ‘congela’ e se torna a primeira mulher a pegar ondas grandes no Alasca

A zero grau, big rider brasileira desbrava um pico nunca antes surfado e sai da água sem sentir os movimentos das mãos e dos pés

A brasileira Maya Gabeira deixou o clima quente do Havaí, onde está morando, foi para o Alasca e se tornou a primeira mulher a surfar ondas grandes por lá. No sábado, a zero grau, ela desbravou o pico de Yakutat, nunca antes surfado. A temperatura da água era de 6 graus. A carioca teve a companhia de seu parceiro, Carlos Burle, e outros grandes big riders, como os havaianos Garret McNamara, Kealii Mamala.








Vice, Leo é eliminado em Sunset, mas Yuri, Pedra e Leandrinho salvam o Brasil

País segue com cinco representantes no WQS seis estrelas prime: Simão Romão e Hizunomê Bettero aguardam a estréia, na quarta fase


Vice-campeão do WQS de Sunset, Leonardo Neves carregava em sua prancha as maiores esperanças da torcida verde e amarela na última etapa da divisão de acesso mundial. Mas o carioca sucumbiu na estréia. O cearense Heitor Alves, que, assim como Leo, integra a elite (WCT), também caiu na terceira fase. O Brasil, porém, se salvou com os cariocas Yuri Sodré e Leandro Bastos e o gaúcho Rodrigo Dornelles, o Pedra, outro top WCT. Eles se juntam aos pré-classificados Simão Romão e Hizunomê Bettero.

Dos 11 brasileiros que entraram em ação nas pesadas ondas de Sunset neste domingo, apenas Yuri, Leandrinho e Pedra se classificaram. Yuri foi o único que venceu o seu confronto. As maiores baixas foram dos surfistas que ainda sonhavam com vagas na elite: Raoni Monteiro, Wiggolly Dantas, o Guigui, Jadson André e Pedro Henrique. Pablo Paulino e Jihad Kohdr também deram adeus.

Nas pesadas ondas de Sunset, o grandalhão Leo tirou 4,17 em sua primeira tentativa. Naquele momento, o australiano Bem Dunn já liderava com um 7,67. Na metade da bateria, o carioca assumiu a ponta ao ganhar 3,73 pontos numa onda em que deu uma manobra na parte crítica da onda.

O aussie só precisava de 0,23 para virar e assumiu a ponta a 10 minutos do fim, com um 5,00. O português Ruben Gonzalez também se recuperou e foi para a segunda colocação, tirando o brasileiro da zona classificatória.

Leo chegou a trocar sua nota mais baixa por 4,73, mas não foi suficiente. Só interessava uma nota 6,28. A 2 minutos do fim, foi numa direita com boa parede, mas a onda não rendeu o que ele esperava.

Os surfistas classificados para próxima fase em Sunset:

1. 11.50 Mark Occhilupo AUS - 9.67 Dusty Payne HAV
2 13.06 Mikael Picon FRA - 10.54 Leandro Bastos BRA
3.16.50 Marcus Hickman HAV - 10.53 Dayyan Neve AUS
4. 16.83 Hank Gaskell HAV - 10.97 Dane Gudauskas EUA
5. 10.34 TJ Barron HAV - 10.00 Rodrigo Dornelles BRA
6. 14.73 Kieren Perrow AUS - 10.34 Rhys Bombaci AUS
7. 13.67 Ricky Basnett AFS - 12.17 Yadin Nicol AUS
8. 15.23 Shaun Gossmann AUS - 10.50 Torrey Meister HAV
9. 15.66 Jarrad Howse AUS - 12.16 Jordy Smith AFS
10. 11.00 Sunny Garcia HAV - 9.33 Tim Reyes EUA
11. 12.00 Yuri Sodré BRA - 8.00 Brian Toth PRC
12. 11.83 Love Hodel HAV - 11.33 Tanner Gudauskas EUA
13. 14.84 Glenn Hall IRE - 13.90 Daniel Ross AUS
14. 13.40 Ian Walsh HAV - 11.03 Eric Rebiere FRA
15. 12.67 Ben Dunn AUS - 11.00 Ruben Gonzalez POR
16. 14.07 Kirk Flintoff AUS - 11.83 Kamalei Alexander HAV