Sem patrocinadores há seis meses, descendente de índios conquista a etapa de abertura do Circuito de Surfe Feminino, em Natal

A paraibana Diana Cristina, a Tininha, passou por poucas e boas até chegar a Natal. Sem patrocinadores há seis meses, a revelação do surfe nacional driblou as dificuldades financeiras da maneira que lhe cabia. Com vitória. É dela o título da etapa de abertura do Circuito de Surfe Feminino. O primeiro passo para o tricampeonato. Descendente da tribo Potiguara, Tininha optou por morar no Rio de Janeiro, mas os pais, desempregados, tiveram de voltar à Paraíba. Nesta semana, ela foi para o Nordeste e, neste domingo, venceu as três baterias que disputou, na Praia da Ponta Negra. Na última delas, somou 12,70 pontos, deixando a paulista Suelen Naraísa (8,30) em segundo, a catarinense Juliana Quint (7,80) em terceiro e a carioca Andrea Lopes (6,87) em quarto. A recompensa veio em dinheiro e prestígio. Ganhou R$ 4 mil de prêmio e 1.500 pontos no ranking da divisão de acesso do surfe nacional.
- Estou muito feliz. Sabia que seria difícil e treinei muito para conseguir essa vitória. Vencer a primeira etapa me deixa cada vez mais confiante em meu surfe e também que irá aparecer um patrocínio para me apoiar a competir no WQS - disse Tininha.
A catarinense Barbara Muller, que disputava três categorias, entre elas a profissional, levou o título na Open. A surfista de 17 anos ficou em terceiro na Júnior, vencida pela paulista Natalie Paola.
- Parece um filme de surfe ao vivo - disse a catarinense.

Nenhum comentário:
Postar um comentário