Série mais famosa do surfe começa nesta quinta com o WQS de Haleiwa, passa por Sunset e termina com a decisão do título mundial, em Pipeline

É para o North Shore da Ilha de Oahu que todas as atenções do mundo do surfe estarão voltadas a partir desta quinta-feira, quando começa a janela de espera da Tríplice Coroa havaiana. A série, que encerra o calendário, começa com duas etapas da divisão de acesso (WQS), nas ondas de Haleiwa e, depois, Sunset, e termina com a decisão do título do Circuito Mundial, em Pipeline. Fora da disputa pelo caneco da elite, o Brasil vai para o tudo ou nada no WQS, onde Rodrigo Dornelles, o Pedra, Marco Polo, Bernardo Pigmeu Willian Cardoso e Leonardo Neves buscam vagas para a elite de 2010. No feminino, pela primeira vez, a etapa feminina não será válida pelo WQS.
O maior vencer da Tríplice Coroa é o havaiano Sunny Garcia. Dono de seis títulos, ele está confirmado na edição 2009. No ano passado, a coroa foi para a cabeça do australiano Joel Parkinson. O destaque brasileiro na Tríplice Coroa foi o paranaense Jihad Khodr, que chegou à final em Haleiwa e em Sunset, garantindo sua permanência entre os 45 melhores surfistas do mundo. Nesta temporada, Jihad não tem mais chances de se manter na elite.
Pelo WQS, Jadson André está garantido. Pelo Circuito Mundial (antigo WCT), Adriano de Souza, o Mineirinho, tem sua permanência assegurada. Heitor Alves está na zona classificatória, mas ainda precisa confirmar seu resultado em Pipeline.
Netuno já deu uma dica de que a temporada promete ser boa. Há duas semanas, o North Shore de Oahu recebeu ondas de mais de 3m, fazendo a alegria de surfistas, fotógrafos e cinegrafistas.
O potiguar Jadson André, de 19 anos, vai para a Tríplice Coroa como a grande estrela do Brasil. Aos 19 anos, ele ocupa a terceira colocação do ranking liderado pelo australiano Daniel Ross. O americano Patrick Gudauskas é o vice.
O gaúcho Pedra está em 12º, ainda dentro do G-15, mas corre risco de ser ultrapassado. Entre os que podem tomar dele a vaga estão justamente quatro brasileiros: o catarinense Marco Polo é o 21º; o pernambucano Bernardo Pigmeu, vice-campeão nas Canárias, segue em 23º; o catarinense Willian Cardoso, que entrou no grupo dos 15 na “perna brasileira”, caiu para 24º; o carioca Leonardo Neves, também ex-integrante da elite, fecha a lista na 25ª colocação.
Ranking WQS
1. Daniel Ross (AUS) – 14.975 pontos
2. Patrick Gudauskas (EUA) – 14.876
3. Jadson André (BRA-RN) – 14.813
4. Owen Wright (AUS) – 14.338
5. Adam Melling (AUS) – 13.851
6. Luke Munro (AUS) – 13.263
7. Brett Simpson (EUA) – 13.150
8. Nathan Yeomans (EUA) – 12.925
9. Blake Thornton (AFR) – 12.325
10. Travis Logie (AFR) – 12.301
11. Drew Courtney (AUS) – 12.200
12. Rodrigo Dornelles (BRA-RS) – 12.150
12. Matt Wilkinson (AUS) – 12.150
14. Jay Thompson (AUS) – 12.138
15. Joan Duru (FRA) – 12.125
16. Dusty Payne (HAV) – 11.925
----------------próximos brasileiros:
20. Marco Polo (SC) – 11.656 pontos
23. Bernardo Pigmeu (PE) – 11.251
24. Willian Cardoso (SC) – 11.151
25. Leonardo Neves (RJ) – 10.750
33. Neco Padaratz (SC) – 9.988
36. Pablo Paulino (CE) – 9.813
38. Alejo Muniz (SC) – 9.701
39. Wiggolly Dantas (SP) – 9.700
43. Miguel Pupo (SP) – 9.175
45. Eric Rebiere (RJ-FRA) – 9.038
49. Renato Galvão (SP) – 8.738
50. Jean da Silva (SC) – 8.525