terça-feira, 30 de junho de 2009

Ondas pequenas adiam o Mundial de Imbituba pelo segundo dia consecutivo

Adriano Mineirinho, Neco Padaratz e Heitor Alves seguem na competição


Ondas de cerca de meio metro na Praia da Vila, em Imbituba (SC), levaram os organizadores da etapa brasileira do Circuito Mundial a adiar a competição pelo segundo dia consecutivo. Três brasileiros seguem estão na terceira fase – Adriano de Souza, o Mineirinho, Neco Padaratz e Heitor Alves - , e a janela de espera vai até domingo.

Para o taitiano Michel Bourez, estreante na elite mundial, a decisão foi correta. É a primeira vez que ele vem a Imbituba, e sua bateria é a primeira, contra o australiano Bede Durbidge.

- Foi uma boa decisão. As ondas estão muito pequenas – disse.

Confira as baterias da terceira fase:

1) Bede Durbidge (AUS) x Michel Bourez (PYF)
2) Damien Hobgood (USA) x Heitor Alves (BRA)
3) Jeremy Flores (FRA) x Tim Boal (FRA)
4) Adriano de Souza (BRA) x Greg Emslie (ZAF)
5) Bobby Martinez USA x Tiago Pires (PRT)
6) Jordy Smith (ZAF) x Dustin Barca (HAW)
7) Kekoa Bacalso (HAW) x Dean Morrison (AUS)
8) Joel Parkinson (AUS) x Neco Padaratz (BRA)
9) Taj Burrow (AUS) x Nathaniel Curran (USA)
10) Dayyan Neve (AUS) x Tim Reyes (USA)
11) Kelly Slater (USA) x Ben Dunn (AUS)
12) Tom Whitaker (AUS) x Chris Davidson (AUS)
13) C.J. Hobgood (USA) x Mikael Picon (FRA)
14) Mick Campbell (AUS) x Josh Kerr (AUS)
15) Mick Fanning (AUS) x Roy Powers (HAW)
16) Taylor Knox (USA) x Chris Ward (USA)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Adiada disputa do Hang Loose SC Pro em Imbituba

Vento Nordeste, que sopra com intensidade moderada a forte, prejudica formação das ondas


A organização do Hang Loose Santa Catarina Pro anunciou o adiamento da disputa das baterias da terceira fase da competição, programada para esta segunda-feira, devido às condições do mar.

O vento Nordeste, que sopra com intensidade moderada a forte, prejudica a formação das ondas na Praia da Vila, em Imbituba, no Sul Catarinense.

Em reunião no começo da manhã, surfistas e a equipe de organizadores decidiram pela suspensão. Uma nova chamada ocorre às 7h30min de terça-feira.

Confira as baterias da terceira fase:

1) Bede Durbidge (AUS) x Michel Bourez (PYF)
2) Damien Hobgood (USA) x Heitor Alves (BRA)
3) Jeremy Flores (FRA) x Tim Boal (FRA)
4) Adriano de Souza (BRA) x Greg Emslie (ZAF)
5) Bobby Martinez USA x Tiago Pires (PRT)
6) Jordy Smith (ZAF) x Dustin Barca (HAW)
7) Kekoa Bacalso (HAW) x Dean Morrison (AUS)
8) Joel Parkinson (AUS) x Neco Padaratz (BRA)
9) Taj Burrow (AUS) x Nathaniel Curran (USA)
10) Dayyan Neve (AUS) x Tim Reyes (USA)
11) Kelly Slater (USA) x Ben Dunn (AUS)
12) Tom Whitaker (AUS) x Chris Davidson (AUS)
13) C.J. Hobgood (USA) x Mikael Picon (FRA)
14) Mick Campbell (AUS) x Josh Kerr (AUS)
15) Mick Fanning (AUS) x Roy Powers (HAW)
16) Taylor Knox (USA) x Chris Ward (USA)

Neco, Heitor e Mineirinho salvam o dia para o Brasil no Mundial de Imbituba

Jihad Khodr, Bernardo Pigmeu, Guga Fernandes e Guilherme Ferreira caem na repescagem da etapa verde e amarela do Circuito


Três brasileiros conseguiram se salvar na repescagem do Mundial de Imbituba, quarta etapa da temporada. E quem comandou o domingo verde e amarelo foi Neco Padaratz, convidado da competição. O catarinense despachou o havaiano Fred Patacchia e se garantiu na terceira fase. Adriano de Souza, o Mineirinho, também passou: venceu o carioca Guga Fernandes. Jihad Khodr foi eliminado, assim como Bernardo Pigmeu e Guilherme Ferreira, outros dois convidados da organização.

O primeiro a entrar na água foi o catarinense Guilherme Ferreira, chamado para se juntar à elite nesta etapa por ter vencido o campeonato estadual. O surfista parou diante do americano CJ Hobgood, melhor do mundo em 2001.

Depois foi a vez de Adriano Mineirinho. Vitória sem sustos sobre o carioca Gustavo Fernandes, atual campeão brasileiro.

Bernardo Pigmeu deixou a Praia da Vila preocupada. O pernambucano demorou a pegar sua camiseta de competição e entrou na água quando o buzina de início do confronto já tinha tocado. O adversário era Kelly Slater, eneacampeão mundial. Um duelo de vida ou morte para o americano, que amargava apenas uma vitória em quatro baterias na temporada. Venceu. A segunda vitória do ano.

Neco também encarou um adversário difícil, mas conseguiu passar. Patachia é um dos maiores representantes do surfe havaiano. Na Praia da Vila, porém, o que prevaleceu neste domingo foi o conhecimento do pico. E, nessa, o brasileiro levou a melhor. Garantiu a vitória com 7,00 e 6,40, contra 6,33 e 5,57 do rival.

Jihad enfrentou o australiano Ben Dunn e abriu a bateria com uma nota fraca. O aussie complicou a vida do paranaense quando pegou uma direita e deu duas fortes rasgadas. Na terceira manobra, porém, caiu da prancha. Precisava de 3,11 e ganhou 3,17, deixando Jihad à procura de 2,67. Faltavam quatro minutos e o brasileiro tinha a prioridade. Escolheu uma direita, mas só teve tempo para uma manobra, insuficiente para garantir a virada.

Heitor fechou o dia em Imbituba. Depois de uma interferência dupla, conseguiu uma bela esquerda e arrancou 8,40 dos juízes. O sul-africano David Weare passou a precisar da mesma nota. Tudo o que conseguiu foi tirar um 1,50.

Terceira fase:
1. Bede Durbidge AUS x Michel Bourez TAH
2. Damien Hobgood EUA x Heitor Alves BRA
3. Jeremy Flores FRA x Tim Boal FRA
4. Adriano de Souza BRA x Greg Emslie AFS
5. Bobby Martinez EUA x Tiago Pires POR
6. Jordy Smith AFS x Dustin Barca HAV
7. Kekoa Bacalso HAV x Dean Morrison AUS
8. Joel Parkinson AUS x Neco Padaratz BRA
9. Taj Burrow AUS x Nathaniel Curran EUA
10. Dayyan Neve AUS x Tim Reyes EUA
11. Kelly Slater EUA x Ben Dunn AUS
12. Tom Whitaker AUS x Chris Davidson AUS
13. CJ Hobgood EUA x Mikael Picon FRA
14. Mick Campbell AUS x Josh Kerr AUS
15. Mick Fanning AUS x Roy Powers HAV
16. Taylor Knox EUA x Chris Ward EUA

Repescagem:
1: C.J. Hobgood (EUA) 13.00 x 9.17 Guilherme Ferreira (BRA)
2: Adriano de Souza (BRA) 11.84 x 8.70 Gustavo Fernandes (BRA)
3: Kelly Slater (EUA) 13.04 x 11.16 Bernardo Miranda (BRA)
4: Neco Padaratz (BRA) 13.40 x 11.90 Fredrick Patacchia (HAV)
5: Jordy Smith (AFS) 16.04 x 9.17 Ben Bourgeois (EUA)
6: Nathaniel Curran (EUA) 13.50 x 8.67 Kieren Perrow (AUS)
7: Damien Hobgood (EUA) 15.00 x 10.40 Marlon Lipke (ALE)
8: Jeremy Flores (FRA) 11.60 x 11.16 Phillip MacDonald (AUS)
9: Mikael Picon (FRA) 14.07 x 8.34 Kai Otton (AUS)
10: Greg Emslie (AFS) 13.60 x 11.17 Jay Thompson (AUS)
11: Dean Morrison (AUS) 11.57 x 8.93 Nic Muscroft (AUS)
12: Roy Powers (HAV) 12.43 x 12.20 Aritz Aranburu (ESP)
13: Ben Dunn (AUS) 9.67 x 9.60 Jihad Khodr (BRA)
14: Tiago Pires (POR) 13.00 x 12.77 Dane Reynolds (EUA)
15: Dustin Barca (HAV) 13.70 x 12.77 Drew Courtney (AUS)
16: Heitor Alves (BRA) 10.57 x 5.84 David Weare (AFS)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mineirinho luta pelo topo do ranking em Imbituba, e Slater tenta dar fim à má fase

Após vazio, etapa brasileira do Mundial terá a presença do eneacampeão, regra antiga e briga pela liderança. Janela começa neste sábado


Quando vestir a camiseta vermelha e caminhar até a beira do mar na Praia da Vila, Adriano de Souza, o Mineirinho, carregará, sobre sua prancha, uma responsabilidade a que não está acostumado. No ano passado, com uma lesão no tornozelo direito, não pôde competir em Imbituba (SC). Neste, recuperado, vai, pela primeira vez, para a etapa brasileira do Circuito Mundial como favorito: é o quinto melhor do ranking. Se vencer, poderá alcançar a liderança e escrever um inédito capítulo na história do surfe. Kelly Slater também estará por lá. Também vestirá uma lycra vermelha. Também não competiu no ano passado - com o nono caneco mundial garantido, preferiu tirar férias e provocou um "vazio" na etapa. Neste, descansado, vai, pela primeira vez, tentar se livrar de um peso: o de ocupar uma indigesta 25ª colocação. A janela de espera começa neste sábado e vai até o dia 5 de julho.
Antes disputada em outubro, como penúltimo desafio da temporada, a etapa catarinense já coroou três campeões mundiais: Andy Irons em 2004, Slater em 2005 e Mick Fanning em 2007. Agora em julho, época de frio e ondas boas, traz uma turma faminta pelo topo do ranking. Mineirinho é o único brasileiro a ter condições de alcançá-lo. Aos outros seis brasucas inscritos – Heitor Alves, Jihad Khodr e os convidados Guga Fernandes, Guilherme Ferreira, Bernardo Pigmeu e Neco Padaratz - caberá tentar quebrar um jejum. A última vez que um surfista local venceu em casa foi em 1999, com Peterson Rosa, no Rio de Janeiro. De lá para cá, quem chegou mais perto foi Victor Ribas, vice-campeão em 2005.
No ano passado, o nono título antecipado de Slater fez com que Imbituba ficasse vazia. Boa parte dos surfistas alegou contusões ou problemas pessoais para não desembarcar em Florianópolis e encarar um perigoso trecho da BR-101 até a cidade. Bede Durbidge não quis saber. Deixou a esposa na Austrália, veio sozinho e voltou para lá com a mala cheia de sandálias havaianas e um troféu para enfeitar em casa. De quebra, se garantiu como o número 2 da temporada.
O paulista Mineirinho viu tudo de casa. De molho. Estava em quinto no ranking, colocação obtida depois de chegar às quartas em Mundaka, onde foi eliminado pelo australiano Joel Parkinson, hoje líder da temporada. Mas um imprevisto aconteceu. Foi prestigiar um campeonato promovido por seu patrocinador, no Rio de Janeiro, e, empolgado com as boas condições na Praia do Arpoador, decidiu competir. Machucou o tornozelo.
Agora, sim, ele vai sentir a responsabilidade. Mas acredita que saberá muito bem lidar com ela. Além dele, outros quatro surfistas têm chances de sair da etapa de Imbituba como líder: os australianos Taj Burrow e Mick Fanning, o americano CJ Hobgood e o sul-africano Jordy Smith.

- É claro que a responsabilidade aumenta, mas estou focado e preparado para buscar o melhor resultado possível. É sempre bom competir em casa. Este ano com certeza a expectativa de boas ondas faz com que a ansiedade seja um pouco maior.

Slater perdeu três das quatro baterias que disputou neste ano. Caiu na repescagem da etapa da Gold Coast, e nas primeiras rodadas de Bells Beach e de Teahupoo. O fraco desempenho do maior surfista do mundo levou os organizadores a o usarem como exemplo na hora de escolher o formato da competição. Sim, a etapa brasileira terá repescagem. Uma chance a mais de ver o americano em ação, caso ele caia na estreia.

- Acho a escolha certa, pois com certeza é melhor para quem vai assistir o evento – disse Mineirinho.

Confira todas as baterias da primeira fase - os vencedores passam à terceira, e os perdedores disputam a repescagem:
1: Jordy Smith (AFS), Tim Boal (FRA), Greg Emslie (AFS)
2: Fredrick Patacchia (HAV), Josh Kerr (AUS), Mikael Picon (FRA)
3: Bobby Martinez (EUA), Jihad Khodr (BRA), Phillip MacDonald (AUS)
4: Kelly Slater (EUA), Tim Reyes (EUA), Marlon Lipke (ALE)
5: Mick Fanning (AUS), Aritz Aranburu (ESP), Nathaniel Curran (EUA)
6: Bede Durbidge (AUS), Dean Morrison (AUS), Ben Bourgeois (EUA)
7: Adriano de Souza (BRA), Kekoa Bacalso (HAV), Neco Padaratz (BRA)
8: Joel Parkinson (AUS), Kai Otton (AUS), Guilherme Ferreira (BRA)
9: Taj Burrow (AUS), Jay Thompson (AUS), Gustavo Fernandes (BRA)
10: C. J. Hobgood (EUA), Dayyan Neve (AUS), Bernardo Pigmeu (BRA)
11: Tom Whitaker (AUS), Dane Reynolds (EUA), Nic Muscroft (AUS)
12: Kieren Perrow (AUS), Drew Courtney (AUS), Michel Bourez (TAH)
13: Taylor Knox (EUA), Heitor Alves (BRA), Roy Powers (HAV)
14: Damien Hobgood (EUA), Chris Ward (EUA), Ben Dunn (AUS)
15: Jeremy Flores (FRA), Chris Davidson (AUS), Tiago Pires (POR)
16: Mick Campbell (AUS), David Weare (AFS), Dustin Barca (HAV)


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Australiano vence etapa do WQS e leva troféu em forma de mandíbula de tubarão

Blake Thornton despacha surfista local na decisão do quatro estrelas da Cidade do Cabo.
Jean e Alejo são os melhores brasileiros na África do Sul


O australiano Blake Thornton conquistou nesta quarta-feira o título do WQS da Cidade do Cabo, na África do Sul, etapa quatro estrelas da divisão de acesso mundial do surfe. Ele derrotou na decisão o surfista da casa Royben Bryson e ganhou, além dos US$ 12 mil (cerca de R$ 23 mil), um troféu em formato de mandíbula de tubarão.

O catarinense Jean da Silva e o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz caíram nas quartas de final. O ubatubense Wiggolly Dantas parou nas oitavas em Misty Cliffs, etapa faz parte da série chamada “água gelada”. O primeiro desafio foi na Tasmânia. O segundo, em Thurso, na Escócia, teve como troféu uma espada medieval. A última parada será em outubro, no Canadá.

Blake disputou quatro baterias nesta quarta-feira, a segunda delas contra um brasileiro. Depois de passar por Jean nas quartas, o surfista local da Praia de Maroubra, em Sydney, despachou o compatriota Jarred Howse nas semifinais e foi à decisão contra Royben Bryson.

O sul-africano saiu na frente com notas 6,50 e 5,50. Blake tirou um 7,33, mas só conseguiu a virada a 8 minutos do fim, quando conseguiu um 5,83, deixando o rival à procura de 6,67 para virar.

Enquanto a elite do surfe mundial vem para o Brasil, onde será disputada, a partir de sábado, a quarta etapa da temporada, os surfistas do WQS continuarão na África do Sul. Na segunda-feira começa a chave principal da etapa seis estrelas em Ballito.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tricampeão da etapa brasileira do ASP World Tour já está em Imbituba

Australiano Taj Burrow se hospedou em uma pousada na Praia do Rosa


O tricampeão da etapa brasileira do ASP World Tour (antigo WCT), o australiano Taj Burrow, já está em Imbituba. Ele chegou nesta terça-feira, e se hospedou na mesma pousada da Praia do Rosa onde ficou no ano passado.

O atual líder do circuito, o também australiano Joel Parkinson, deve chegar nesta quarta, em Florianópolis; e o australiano Mick Fanning, campeão mundial na Praia da Vila, em 2007, desembarga nesta quinta.

O eneacampeão mundial, Kelly Slater, e o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, que tem chances matemáticas de conquistar o título, são aguardados para sexta-feira, véspera da competição.

Recorde
Até esta terça-feira, 41 surfistas de nove países haviam confirmado participação no Hang Loose SC Pro. O recorde anterior vem desde 1992, quando 40 estrangeiros disputaram a etapa brasileira do ASP World Tour, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Presença de Kelly Slater está confirmada na etapa de Imbituba

Ídolo do surfe mundial está escalado na quarta bateria da primeira fase


O americano Kelly Slater, nove vezes campeão mundial de surfe, está confirmado na etapa de Imbituba, em Santa Catarina. Ele foi escalado na quarta bateria da fase classificatória, que começa às 7h deste sábado na Praia da Vila. O surfista foi o primeiro campeão desta etapa, em 2003.

Slater conquistou o título mundial em 2008 por antecipação na etapa de Mundaka, que antecede a brasileira. Depois disso, optou por tirar “férias” e está no 25º lugar no ranking deste ano. Sua presença no Brasil pode indicar que ele ainda sonha com o título em 2009.

Confira abaixo as baterias da fase classificatória.
01: Jordy Smith (AFR), Tim Boal (FRA), Greg Emslie (AFR)
02: Fredrick Patacchia (HAV), Josh Kerr (AUS), Mikael Picon (FRA)
03: Bobby Martinez (EUA), Jihad Khodr (BRA), Phillip MacDonald (AUS)
04: Kelly Slater (EUA), Tim Reyes (EUA), Marlon Lipke (ALE)
05: Mick Fanning (AUS), Aritz Aranburu (ESP), Nathaniel Curran (EUA)
06: Bede Durbidge (AUS), Dean Morrison (AUS), Ben Bourgeois (EUA)
07: Adriano de Souza (BRA), Kekoa Bacalso (HAV) + 1 convidado
08: Joel Parkinson (AUS), Kai Otton (AUS) + 1 convidado
09: Taj Burrow (AUS), Jay Thompson (AUS) + 1 convidado
10: C. J. Hobgood (EUA), Dayyan Neve (AUS) + 1 convidado
11: Tom Whitaker (AUS), Dane Reynolds (EUA), Nic Muscroft (AUS)
12: Kieren Perrow (AUS), Drew Courtney (AUS), Michel Bourez (TAH)
13: Taylor Knox (EUA), Heitor Alves (BRA), Roy Powers (HAV)
14: Damien Hobgood (EUA), Chris Ward (EUA), Ben Dunn (AUS)
15: Jeremy Flores (FRA), Chris Davidson (AUS), Tiago Pires (PRT)
16: Mick Campbell (AUS), David Weare (AFR), Dustin Barca (HAV)

Brasil garante pelo menos um surfista nas quartas em WQS da Cidade do Cabo

Jean da Silva, Alejo Muniz e Wiggoly Dantas vão disputar a mesma bateria


Jean da Silva, Alejo Muniz e Wiggoly Dantas são as últimas esperanças do Brasil na Cidade do Cabo, onde está sendo disputada uma etapa quatro estrelas da divisão de acesso mundial. E um deles, pelo menos, está garantido nas quartas de final do WQS sul-africano. Isso porque os surfistas vão se enfrentar na quarta bateria das oitavas. Sete foram eliminados nesta segunda de ondas de 1,5 em Misty Cliffs.

Jean foi o único a passar às oitavas com vitória. Ele somou 14,16 e venceu a bateria em que o ubatubense Renato Galvão (7,27), campeão brasileiro de 2004, segurou a lanterna. A segunda vaga ficou com o sul-africano Rudy Palmboom (11,43). O australiano Dale Lovelock (7,34) foi eliminado.

Wiggolly, mais conhecido como Guigui, abocanhou a segunda colocação em seu duelo. Com 10,84 pontos, ele ficou atrás do australiano Blake Wilson (11,50). O havaiano Granger Larsen (10,07) e o aussie Jarrad Sullivan (4,50) se despediram.

Alejo também se classificou ao ficar em segundo. Fez 10,33 pontos, contra 13,50 do australiano Jarrad Howse.

Marco Polo, André Silva e Charlie Brown caíram em suas primeiras baterias do dia. Tomas Hermes, Jeronimo Vargas e Thiago Camarão passaram uma cada, mas perderam na fase seguinte.

A etapa sul-africana faz parte da série chamada “água gelada”. O primeiro desafio foi na Tasmânia, e quem levou a melhor por lá foi o sul-africano Jordy Smith, uma das maiores revelações do surfe mundial. O australiano Adam Melling ganhou o título Thurso, na Escócia. A última parada será em outubro, no Canadá.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tininha dribla dificuldades financeiras e dá o primeiro passo rumo ao tri

Sem patrocinadores há seis meses, descendente de índios conquista a etapa de abertura do Circuito de Surfe Feminino, em Natal


A paraibana Diana Cristina, a Tininha, passou por poucas e boas até chegar a Natal. Sem patrocinadores há seis meses, a revelação do surfe nacional driblou as dificuldades financeiras da maneira que lhe cabia. Com vitória. É dela o título da etapa de abertura do Circuito de Surfe Feminino. O primeiro passo para o tricampeonato.

Descendente da tribo Potiguara, Tininha optou por morar no Rio de Janeiro, mas os pais, desempregados, tiveram de voltar à Paraíba. Nesta semana, ela foi para o Nordeste e, neste domingo, venceu as três baterias que disputou, na Praia da Ponta Negra. Na última delas, somou 12,70 pontos, deixando a paulista Suelen Naraísa (8,30) em segundo, a catarinense Juliana Quint (7,80) em terceiro e a carioca Andrea Lopes (6,87) em quarto. A recompensa veio em dinheiro e prestígio. Ganhou R$ 4 mil de prêmio e 1.500 pontos no ranking da divisão de acesso do surfe nacional.

- Estou muito feliz. Sabia que seria difícil e treinei muito para conseguir essa vitória. Vencer a primeira etapa me deixa cada vez mais confiante em meu surfe e também que irá aparecer um patrocínio para me apoiar a competir no WQS - disse Tininha.

A catarinense Barbara Muller, que disputava três categorias, entre elas a profissional, levou o título na Open. A surfista de 17 anos ficou em terceiro na Júnior, vencida pela paulista Natalie Paola.

- Parece um filme de surfe ao vivo - disse a catarinense.

Victor Ribas cai, mas Brasil segue com dez em WQS da série ‘águas geladas’

Etapa quatro estrelas nas ondas de Misty Cliffs, na Cidade do Cabo, África do Sul, reúne os melhores surfistas da divisão de acesso mundial


Dono da segunda maior soma na estreia – 14,66 pontos (em 20) -, Victor Ribas caiu na fase seguinte e teve de dar adeus à Cidade do Cabo, na África do Sul. Lá, nas ondas geladas de Misty Cliffs, alguns dos melhores surfistas do mundo disputam uma etapa quatro estrelas da divisão de acesso ao Circuito Mundial. Apesar da eliminação do cabofriense, o Brasil segue com dez representantes, um deles já na terceira fase: Tomas Hermes.

A etapa faz parte da prestigiada série chamada “água gelada”. O primeiro desafio foi na Tasmânia, e quem levou a melhor foi o sul-africano Jordy Smith, uma das maiores revelações do surfe mundial. Os surfistas voltaram a vestir roupa de borracha, botas e luvas em Thurso, na Escócia. O australiano Adam Melling ganhou o título e o inusitado troféu: uma espada medieval. A última parada será em outubro, no Canadá.

No domingo, na África do Sul, o time brasileiro terá como representantes, além de Tomas, Jeronimo Vargas, André Silva, Alejo Muniz, Wiggolly Dantas, Charlie Brown, Jean da Silva, Thiago Camarão, Willian Cardoso e Renato Galvão, campeão brasileiro de 2004. A janela de espera termina na quarta-feira.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Local Motion Guarujá Pro com 6 estrelas no Tombo

Em junho de 2008, o Guarujá voltou ao calendário mundial do WQS depois de 12 anos de ausência com o Local Motion Guarujá Surf Pro.
O campeonato na Praia das Pitangueiras foi um sucesso e a sua reedição foi agora confirmada em nova data, em outra praia e com a premiação máxima do WQS, de 145.000 dólares, sendo elevado do nível 5 para 6 estrelas.
O Local Motion Guarujá Surf Pro 2009 vai abrir a “perna brasileira” de fim-de-ano nos dias 28 de setembro a 04 de outubro na Praia do Tombo, que já tem um palanque fixo, único de alvenaria no Brasil, todo reformado para pela primeira vez receber uma etapa do Circuito Mundial na sua história. Até então, todas no Guarujá foram realizadas na Praia das Pitangueiras.
“A perna de fim-de-ano voltou a ficar forte com três etapas 6 estrelas e, apesar de toda a crise internacional, a Local Motion continua investindo no esporte num ano de muitos cancelamentos lá foral”, destaca Ricardo Batanero, o Batata, gerente de marketing da Local Motion. “Não é só o WQS, mas também patrocinamos um circuito regional da Grande São Paulo muito legal e vários atletas, como Picuruta Salazar, que está na busca do décimo título brasileiro de longboard, liderando o ranking esse ano. Ficamos felizes por estarmos contribuindo também com mais uma etapa 6 estrelas de pontos importantes para os brasileiros na reta final da temporada”.

Mostrando-se empolgado com o desfecho positivo para a reedição do evento, Batata fez questão de destacar um apoio que considera decisivo: “Além da Prefeitura do Guarujá, foi fundamental a atuação do deputado federal William Woo para a viabilização do evento. Foi ele quem conseguiu a primeira reunião com a prefeita do Guarujá, Professora Antonieta (Maria Antonieta de Brito), além de uma verba governamental destinada ao esporte, importante para fechar o orçamento de uma etapa 6 estrelas. Ele se empenhou 100% para isso e o mérito do evento é praticamente todo dele”.

Paulo Piasenti, Secretário Municipal de Esportes e Lazer do Guarujá, também comemora: “Estamos retomando o status de verdadeira capital do surfe paulista, recebendo competições desde a base, escolinhas, circuitos amadores e profissionais, até o topo do cenário mundial do WQS com esta etapa nível máximo de 6 estrelas. Só não deu para trazer o WCT (ASP World Tour) porque está em Santa Catarina, mas queremos também fazer uma etapa na nossa cidade”.

O secretário também falou sobre a mudança do Local Motion Guarujá Surf Pro de Pitangueiras para a Praia do Tombo. “O Guarujá é uma ilha com muitas belezas naturais e outras praias que quebram boas ondas também. Não é só Pitangueiras. A Praia do Tombo hoje oferece segurança e boa estrutura hoteleira para um grande evento internacional como esse. É a única do Brasil que está inscrita no projeto internacional “Bandeira Azul” de preservação das praias do mundo. Ela só é concedida depois de análises minuciosas e tem que estar classificada com 100% de balneabilidade em relação a tudo. E se quebrar a onda tradicional do Tombo na semana do evento, será demais, um grande evento!”.

O Local Motion Guarujá Surf Pro na Praia do Tombo é mais uma das muitas novidades apresentadas pela ASP South America. O escritório regional da ASP na América do Sul comandado por Roberto Perdigão, já promoveu o retorno das grandes ondas do Chile e do Peru ao WQS e em julho estréia o Rip Curl apresenta Coca-Cola Saquarema Pro no “Maracanã” do surfe brasileiro, logo após a volta do Maresia Surf International na Praia Mole de Florianópolis.
Agora, com a confirmação do Local Motion Guarujá Surf Pro, a “perna brasileira” de fim-de-ano do ASP South America Surf Series volta a ficar composta por três etapas com nível máximo 6 estrelas como em 2008. A segunda é o Oakley apresenta Rio Surf Pro International na Praia do Arpoador, Rio de Janeiro, de 05 a 11 de outubro, com o Onbongo Pro Surfing novamente fechando a passagem do Circuito Mundial pelo Brasil e definindo o campeão sul-americano profissional na Praia de Itamambuca, de 13 a 18 de outubro em Ubatuba, São Paulo.

“Sem dúvida alguma, a Prefeitura do Guarujá e a Local Motion estão agregando um valor inestimável ao surfe mundial com a confirmação do evento e, ainda, elevando sua premiação para 6 estrelas. Com certeza, este será um novo e grande atrativo para todos os surfistas nacionais e internacionais que planejam vir ao Brasil para participar das três grandes etapas do Circuito Mundial da ASP que acontecerão por aqui nos meses de setembro e outubro”, enalteceu Roberto Perdigão. Com isso, o Brasil mantém o status de país com maior número de etapas do WQS em todo o mundo, com a diferença que esse ano serão cinco com nível máximo e uma de 5 estrelas.

Calendário das Etapas do WQS Masculino da ASP SOUTH AMERICA EM 2009:
4.a: Jul 07-12 – 6 estrelas – Maresia Surf International na Praia Mole, Florianópolis (SC)
5.a: Jul 14-19 – 6 estrelas – Rip Curl apresenta Coca-Cola Saquarema Pro em Saquarema (RJ)
6.a: Set 28-04 – 6 estrelas – Local Motion Guarujá Surf Pro na Praia do Tombo, Guarujá (SP)
7.a: Out 05-11 – 6 estrelas – Oakley apresenta Rio Surf Pro International no Arpoador, Rio de Janeiro (RJ)
8.a: Out 13-18 – 6 estrelas – Onbongo Pro Surfing na Praia de Itamambuca, Ubatuba (SP)


Revelação do surfe brasileiro, Tininha sofre com a falta de patrocínio

Às vésperas do início do Circuito de Surfe Feminino, descendente de índio lamenta desinteresse no esporte e descaso do governo: 'Há preconceito'


Ela chega de bicicleta e com um agasalho de malha para proteger do frio que incomoda na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O jeito simples e o sorriso contido são características notáveis nesta índia paraibana, que veio para a Cidade Maravilhosa em busca do sucesso no surfe. Bicampeã do Circuito de Surfe Feminino e primeira vencedora da história de uma etapa do WQS no Arpoador, considerado o berço do esporte no país, Diana Cristina, a Tininha, é considerada uma das maiores revelações das praias nacionais. O currículo, por si só, deveria garantir uma série de interessados em patrociná-la. Mas não tem sido bem assim. Sem um patrocinador desde o final do ano passado, a surfista tem tido problemas para se manter na ativa.

Tininha, que veio da Tribo Potiguara, na Paraíba, para o Rio junto dos pais em 2007, busca um novo patrocínio há seis meses. Entre as competições nacionais, ela viaja pelo país buscando soluções para o problema. Na última semana, foi a Santa Catarina conversar com uma marca interessada, mas não deu certo. Atualmente, a surfista recebe apenas a ajuda dos pais, que, sem condições de continuarem na Cidade Maravilhosa, voltaram para a Paraíba, e do Governo de seu estado natal. Em breve, começará a receber também o Bolsa Atleta, programa do Ministério do Esporte que beneficia esportistas de alto rendimento. Além disso, tem o apoio de Thiago Cunha, shaper carioca que faz suas pranchas. Mas ainda é pouco.

- Eu gasto cerca de R$ 3 mil entre passagens e hospedagens nas competições, se forem só as nacionais. Acho que é problema dessa crise. Antes de atingir o Brasil, o pessoal ajudava, mas hoje isso não acontece. É uma coisa que está atingindo a todas no circuito. Das 16 que participam, acho que apenas cinco estão com patrocínio. No masculino, é diferente. O que a gente vê é que todos estão com patrocínio – reclamou.

Apesar da ajuda que recebe do Governo da Paraíba, Tininha acredita que o surfe ainda não tem a visibilidade e o respeito que merece no país.

- Acho que o governo brasileiro não acredita no surfe. Eles olham e logo pensam “Ih, é surfista, não quer nada da vida”. Tem um certo preconceito – afirmou.

Tininha também não esconde a decepção de não poder ajudar mais seus pais, Seu Maronilton e dona Sandra. Até voltarem para a Paraíba, era ela quem sustentava a casa no Rio.
- Meus pais tiveram de voltar. Quando vim para o Rio, já tinha patrocínio. Agora, que perdi, fiquei buscando, mas não consegui até agora. Quero voltar a ajudar. Depois que eu perdi o patrocínio, tive que parar de fazer academia, largar o curso de inglês. Agora a ficha caiu – disse.

A falta de verba também tem prejudicado a carreira de Tininha lá fora. Sem ter participado de nenhuma etapa do WQS em 2009, ela deixa de competir com nomes internacionais e, assim, atrapalha a evolução de seu surfe.

- A partir do momento que você não participa de torneios internacionais, aquele patrocinador que dava vai perder o interesse, porque você participa apenas dos campeonatos daqui, que já ganhou. Então, passa a apostar em nomes novos.

Apesar da falta de patrocínio no circuito feminino, ela acredita que o campeonato deste ano vai ter um nível alto de disputa. Ela cita, por exemplo, a presença de nomes como Tita Tavares, Krisna de Souza e meninas novas, como Camila Cássia.

- As meninas estão surfando bastante e treinando para que eu não consiga ficar com o tri. Mas eu também tenho me esforçado e estou confiante para buscar o título.

Em meio aos problemas e com a esperança de que um título atraia novamente um patrocinador, Tininha embarca para a primeira etapa do Circuito de Surfe Feminino de 2009 nesta quinta-feira. O evento acontece a partir de sexta, na Praia da Ponta Negra, em Natal.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Slater renova contrato por cinco anos e volta a deixar aposentadoria em dúvida

Idéia da empresa de surf wear, que passa por crise, é patrocinar o americano enacampeão mundial até o fim de sua carreira profissional


Aos 37 anos, Kelly Slater ainda não sabe por quanto tempo disputará o Circuito Mundial. Seus principais patrocinadores, porém, preferiram não correr o risco de perder o maior surfista de todos os tempos para um concorrente. A Quiksilver, apesar de estar amargando prejuízos em vendas desde o ano passado, anunciou nesta quarta-feira que renovou com o americano eneacampeão mundial por cinco anos, o que, segundo a empresa de surf wear, garante a ela o patrocínio do surfista até a sua aposentadoria.

No fim de 2007, Slater chegou a anunciar que estava muito prestes a se aposentar. No ano seguinte, porém, conquistou o nono título mundial. Neste, passa por um mau momento: está na 25ª colocação do ranking. A renovação do contrato volta a pôr em dúvida os planos do surfista.

Kelly aceitou receber uma parte significante de suas compensações em ações. O surfista conta que vai continuar desenvolvendo projetos que não têm a ver apenas com as competições.

- Talvez a notícia da renovação do patrocínio não chegue como uma surpresa para muitas pessoas, mas estão acontecendo muitas transições em minha vida e na empresa. É um relacionamento longo, e é comum as coisas se alterarem ao longo do tempo, no nosso caso, temos projetos excitantes que coincidem e continuamos amarradões em trabalhar e surfar lado a lado. Esses próximos 5 anos devem ser os nossos melhores, pois colocaremos nossas mentes e forças juntas para capturar nosso estilo de vida e criar produtos que reflitam isso.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mundial do Brasil opta por formato antigo e garante ‘mais’ Slater para o público

Em má fase, eneacampeão mundial terá chance na repescagem caso perca na estreia. Escolha mantém Mineirinho na luta pela liderança do ranking


A etapa brasileira do Circuito Mundial, que começa no dia 27, em Imbituba, em Santa Catarina, vai usar o formato antigo de baterias, com repescagem. E um dos motivos é fazer com que o público possa ver os grandes nomes do surfe mundial pelo menos duas vezes. Entre eles, o americano Kelly Slater, que faz péssima campanha: perdeu três das quatro baterias que disputou e ocupa a 25ª colocação do ranking. No ano passado, Slater abriu mão da etapa brasileira porque já tinha conquistado o título da temporada.

A escolha do formato interfere na briga pela ponta do ranking. Pelo formato antigo, o australiano Joel Parkinson entra na primeira fase e, assim, pode ser ultrapassado pelos compatriotas Taj Burrow (segundo) e Mick Fanning (terceiro), pelo americano CJ Hobgood (quarto), pelo brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho (quinto), e pelo sul-africano Jordy Smith (sexto). Pelo novo, apenas Taj teria chance.

A Associação dos Surfistas Profissionais (ASP) deixou a escolha do formato para os organizadores. Apenas a etapa de abertura, na Gold Coast australiana, não optou pelas novas regras. Tanto na australiana Bells Beach quanto em Teahupoo, no Taiti, os surfistas disputaram baterias eliminatórias homem a homem do início ao fim.

- Muita gente passa o ano inteiro para ver seus ídolos ao vivo, como nosso caso no Brasil. Aí pode dar algo errado, o Kelly Slater, por exemplo, perder de cara como nas etapas de Bells Beach (AUS) e de Teahupoo (TAH), se apresentando só por 30 minutos no campeonato. Isso vale para todos, claro! – disse Xandy Fontes, diretor de prova da etapa brasileira.

No formato antigo, os 48 participantes são divididos em baterias de três surfistas na primeira fase, com os vencedores seguindo direto para a terceira, e os perdedores tendo nova chance na repescagem. Se o início da etapa for adiado três vezes, a comissão técnica mudará para o novo formato: primeira fase com 32 surfistas. Os vencedores passam para a segunda, juntando-se aos 16 pré-classificados.

Australiano vence o WQS das Maldivas e assume liderança do ranking

Wiggolly Dantas e Jadson André foram eliminados pelo americano Patrick Gudauskas nas quartas e na semifinal, respectivamente


Neste domingo, o australiano Owen Wright faturou o título do WQS das Ilhas Maldivas e assumiu o topo do ranking do WQS. Na final, ele derrotou o americano Patrick Gudauskas, que havia eliminado dois brasileiros na competição: nas quartas, ele derrotou Wiggolly Dantas e na semifinal passou por Jadson André.

- Essa foi a melhor final que disputei e que já vi na minha vida – disse o australiano.

A vitória rendeu US$ 20 mil para o campeão, além da liderança do WQS, que classifica 15 surfistas para o grupo dos top-45 do ASP. As próximas etapas do circuito são serão realizada na África do Sul a partir de 29 de junho.

Confira abaixo o ranking do WQS.

1º Owen Wright - Austrália - 11.338
2º Daniel Ross - Austrália - 10.600
3º Adam Melling - Estados Unidos - 10.301
4º Jadson André - Brasil - 10.100
5º Brett Simpson - Estados Unidos - 8.476
6º Joan Duru - França - 8.451
7º Patrick Gudauskas - Estados Unidos - 8.263
8º Travis Logie - África do Sul - 8.226
9º Blake Thornton - Austrália - 8.013
10º Marco Polo - Brasil - 7.825
11º Luke Munro - Austrália - 7.813
12º Jay Thompson - Estados Unidos - 7.688
12º Nathan Yeomans - Estados Unidos - 7.688
14º Drew Courtney - Austrália - 7.513
15º Austin Ware - Estados Unidos - 7.457
16º Gony Zubizareta - Espanha - 7.376
17º Jonathan Gonzalez - Ilhas Canárias - 7.225
18º Dion Atkinson - Austrália - 7.138
19º Jean da Silva - Brasil - 7.100
20º Tanner Gudauskas - Estados Unidos - 7.075
25º Wiggolly Dantas - Brasil - 6.726
28º Yuri Sodré - Brasil - 6.475
32º Leonardo Neves - Brasil - 6.344
34º Paulo Moura -Brasil - 5.939
40º Pablo Paulino - Brasil - 5.713
53º Willian Cardoso - Brasil - 4.952
54º André Silva - Brasil - 4.926
63º Rodrigo Dornelles - Brasil - 4.638

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rumo ao bi, Heitor Alves estréia com vitória no WQS das Ilhas Maldivas

Integrante da elite mundial, cearense passa para a terceira fase da etapa seis estrelas prime. Potiguar Jadson faz a maior soma do dia


Heitor Alves estreou bem em Pasta Point, onde luta pelo bicampeonato da etapa seis estrelas prime da divisão de acesso mundial, o WQS. Campeão por lá em 2007, ele se classificou para a terceira fase, assim como Jadson André – dono da maior soma do dia nas ondas de 1,5m -, Leonardo Neves, Miguel Pupo e Bernardo Pigmeu. Wiggolly Dantas e Rodrigo Dornelles, o Pedra, garantiram suas vagas na véspera. Marco Polo e Jean da Silva ainda vão competir.

Yuri Sodré, Paulo Moura, Simão Romão, Wiliam Cardoso, Alejo Muniz e Charlie Brawn foram eliminados. Kiron Jabour, brasileiro que compete pelo Havaí, também se despediu.

O potiguar Jadson foi o primeiro brasileiro a entrar em ação. Com direito a uma nota 9,00, somou 16,60 pontos (em 20 possíveis) e derrotou o australiano Kirk Flintoff (12,43), o francês Romain Laulhe (10,83) e o australiano Clancy Dawson (9.20).

Heitor competiu logo depois e garantiu a vitória ao somar 14,87 pontos. O havaiano Kai Barger (12,20) levou a segunda vaga, eliminando o carioca Simão Romão (12,17) e o havaiano TJ Barron (10,90).

O carioca Leonardo Neves venceu uma bateria que teve outros dois ex-integrantes da elite mundial: o carioca Yuri Sodré e o pernambucano Paulo Moura. Leo passou em primeiro, com 15,16, mas a outra vaga ficou com o taitiano Hira Terinnatoofa (12,97).

Outro duelo verde e amarelo foi entre o pernambucano Bernardo Pigmeu e o catarinense William Cardoso. Pigmeu, que disputou a elite em 2007, venceu a bateria e William terminou em terceiro, atrás do australiano Adam Melling. O português João Guedes segurou a lanterna.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pedra e Guigui comandam o time brasileiro nas Ilhas Maldivas

Brasil segue no WQS seis estrelas prime em Pasta Point com 15 representantes, além de Kiron Jabour, surfista que compete pelo Havaí


Dos seis brasileiros que entraram em ação nas ondas de 1,5m de Pasta Point nesta terça-feira, cinco seguiram na luta pelo título do WQS das Ilhas Maldivas, etapa seis estrelas prime da divisão de acesso mundial. Rodrigo Dornelles, o Pedra, e Wigolly Dantas, o Guigui, já estão na terceira fase. O Brasil tem 15 representantes, além de Kiron Jabour, que compete pelo Havaí. A maior soma do dia foi do americano Patrick Gudauskas: 16,76 pontos (em 20 possíveis).

Paulo Moura, Miguel Pupo e Charlie Brawn disputaram a primeira fase. Moura e Pupo ficaram com as segundas colocações de suas baterias. Charlie Brawn (12,50) conseguiu uma vitória no duelo contra o australiano Mark Mathews (10,43) e o havaiano Oli Adams (6,93).

Depois foi a vez de Guigui, já pela segunda fase. O paulista somou 12,47 pontos e se classificou junto com o havaiano Makuakai Rothman (12,33), eliminando o americano Nathan Yeomans (11,83) e o havaiano Kevin Sullivan (10,90).

Ex-integrante da elite mundial, o gaúcho Rodrigo Dornelles, com 14,16 pontos, também arrancou uma vitória. Azar do cearense André Silva, que terminou em terceiro, com 10,67, atrás do francês Romain Cloitre: 11,30. O americano Nathaniel Curran (10,07) segurou a lanterna.

Na segunda-feira, Alejo Muniz e Kiron Jabour passaram à segunda fase, juntando-se aos pré-classificados Jadson André, Heitor Alves, Simão Romão, Yuri Sodré, Leonardo Neves, William Cardoso, Bernardo Miranda, Marco Polo e Jean da Silva.