sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Silvana para nas semis, cola na líder do ranking, e Coco Ho leva etapa de Peniche

Australiana Stephanie Gilmore perde duelo de campeãs mundiais para a compatriota Chelsea Hedges, mas se mantém como número 1 da temporada


Se o sonho brasileiro de conquistar o título mundial de surfe foi por água abaixo no masculino, no feminino ele está mais forte do que nunca. E quem carrega a esperança é Silvana Lima. Nas mesmas ondas de Peniche, onde, na quarta-feira, o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, saiu da corrida pela taça, nesta quinta, a cearense foi às semifinais da etapa, a quarta das sete da temporada, e se aproximou da líder do ranking, a australiana Stephani Gilmore, atual bicampeã. A diferença entre elas caiu de 361 para 157 pontos. Carrasco de Silvana, a havaiana Coco Ho, de 18 anos, foi à final contra a aussie Chelsea Hedges e conquistou sua primeira vitória da carreira. De quebra, pulou da quinta para a terceira colocação.

O quinto desafio vai começar no dia 3 de novembro, em Lobitos, no Peru. Se ficar uma fase à frente de Stephanie, Silvana vai assumir a ponta.
Melhor do mundo em 2005, Chelsea foi a algoz de Stephanie nas quartas. Silvana, que já tinha vencido duas baterias, chegaria à ponta do ranking se derrotasse, nas semifinais, a havaiana Coco, sobrinha do lendário Derek Ho, campeão mundial.

A cearense de Paracuru dominou mais da metade da bateria. A 12 minutos do fim, Coco tirou uma nota 8,67 e assumiu a liderança. À brasileira restava correr arás de um 6,02. A havaiana estava descartando um 2,17, e trocou de nota com facilidade – tirou 2,93 -, dificultando a vida de Silvana, que agora precisava de 6,78. Vencedora das duas últimas etapas, Silvana se despediu com a terceira colocação.

As outras duas representantes do Brasil na elite mundial, a paranaense Bruna Schmitz e a catarinense Jacqueline Silva, deram adeus à etapa portuguesa nas oitavas. Bruninha foi derrotada pela havaiana Melanie Bartels, e Jacque parou diante da aussie Sally Fitzgibbons.

Final:
1. Coco Ho HAV 15.83 x 9.37 Chelsea Hedges AUS

Semifinais:
1. Chelsea Hedges AUS 11.17 x 5.10 Rosanne Hodge AFS
2. Coco Ho HAV 14.84 x 8.66 Silvana Lima BRA

Quartas de final:
1. Rosanne Hodge AFS 8.30 x 7.13 Melanie Bartels HAV
2. Chelsea Hedges AUS 12.16 x 11.73 Stephanie Gilmore AUS
3. Silvana Lima BRA 11.67 x 9.34 Sally Fitzgibbons AUS
4. Coco Ho HAV x Sofia Mulanovich

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mick Fanning vence em Peniche, coloca a mão na taça e acaba com sonho brasileiro

Australiano supera compatriota e fica bem perto do bicampeonato mundial


O início da temporada parecia sugerir um novo campeão do Circuito Mundial de Surfe em 2009. Mas, a partir da sexta etapa, quanto venceu pela primeira vez no ano, o australiano Mick Fanning resolveu acordar e lutar pelo título de bicampeão. Faltando apenas uma etapa para o fim do campeonato, o surfista de 28 anos colocou nesta quarta-feira a mão na taça após deslizar com propriedade nas ondas de Peniche, em Portugal, e subir no lugar mais alto do pódio novamente. Agora, o campeão de 2007 vai a Pipeline, em dezembro, com a missão de buscar o bicampeonato e, de quebra, devolver à Austrália o posto de maior vencedora do Circuito Mundial.

A vitória de Fanning em Portugal, porém, acabou com o sonho do brasileiro Adriano de Souza de conquistar o título mundial. Mineirinho, que foi eliminado da etapa nas oitavas de final, só tinha chances matemáticas de conseguir o feito se o australiano não chegasse à final em Peniche e se Joel Parkinson não subisse ao lugar mais alto do pódio.

Caminho tranquilo até à final

Pelo caminho, Fanning teve de enfrentar dias de mar agitado em Peniche. Por outro lado, passou por todos os seus adversários sem muita dificuldade. Na semifinal, o australiano nem precisou cair na água, já que o seu adversário, o jovem Owen Wright, também da Austrália, desistiu da disputa por causa de uma lesão.

Apenas o duelo final, contra o seu compatriota Bede Durbidge, que eliminou Joel Parkinson na semifinal, parece ter dado mais trabalho. Mas Fanning levou a melhor na disputada bateria com 6,67 e 6,00, somando 12,67 nas ondas que variavam entre 1 e 1,5m na manhã desta quarta. Durbidge somou 9,87, após tirar 4,27 e 5,60.

A última etapa será disputada em Pipeline, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro. Fanning soma 7.140 pontos no ranking, contra 6.772 de seu compatriota Joel Parkinson, terceiro colocado em Peniche.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Neblina adia decisão do título mundial

Condições do tempo em Peniche fazem com que organizadores dêem folga aos surfistas. Mick Fanning pode conquistar o caneco por antecipação


Uma forte neblina na cidade de Peniche, em Portugal, fez com que os organizadores da penúltima etapa do Circuito Mundial adiassem as disputas nesta segunda-feira. O australiano Mick Fanning pode conquistar, durante o campeonato, o título da temporada por antecipação.

As disputas pararam nas oitavas de final, e o brasileiro tem apenas um representantes: Adriano de Souza, o Mineirinho. Ele também está na briga pelo caneco de 2009.

Oitavas de final:

1. CJ Hobgood EUA x Jordy Smith AFS
2. Tom Whitaker AUS x Bede Durbidge AUS
3. Bobby Martinez EUA x Drew Courtney AUS
4. Kai Otton AUS x Joel Parkinson AUS
5. Owen Wright AUS x Dane Reynolds EUA
6. Taj Burrow AUS x Damien Hobgood EUA
7. Mick Fanning AUS x Frederick Patacchia HAV
8. Adriano de Souza BRA x Tim Reyes EUA


Cearenses fazem a festa em Salvador

Pablo Paulino garante o título sul-americano, e Márcio Farney conquista a etapa três estrelas do WQS, a divisão de acesso mundial


Dois cearenses tiveram motivos de sobra para comemorar nas ondas da Praia do Psiu, em Salvador. Pablo Paulino faturou o título sul-americano, e Márcio Farney venceu a etapa três estrelas do WQS, a divisão de acesso mundial.

Pablo Paulino garantiu o caneco nas semifinais, quando o ubatubense Hizunomê Bettero foi derrotado por Márcio Farney. Na final, Farney tirou notas 6,33 e 5,43, contra 4,57 e 4,30 de Paulino.

- Sou amigão do Hizunomê, mas estava torcendo pro Farney vencer para já confirmar o título sul-americano para mim.
O campeonato também definiu o time verde e amarelo que disputará o Mundial Pro Júnior: Alejo Muniz, Miguel Pupo, Franklin Serpa, Marco Fernandez, Jadson André e Wiggolly Dantas. No feminino, Diana Cristina e Gabriela Leite representarão o Brasil.

Tininha dribla as dificuldades financeiras e fatura o tri do Circuito Feminino

Paraibana da tribo Potiguara termina em segundo na última etapa:
‘Eu tento ganhar um prêmio aqui e outro ali para investir em mim’


Diana Cristina, a Tininha, está acostumada a superar dificuldades. Neste domingo, driblou mais uma ao conquistar o tricampeonato do Circuito de Surfe Feminino. A paraibana da tribo Potiguara perdeu a final da etapa na Barra da Tijuca, a terceira a última, para Luana Coutinho, mas seu desempenho durante a temporada garantiu-lhe o caneco por antecipação. Mais uma taça e, novamente, sem nenhum patrocinador.

Revelação do surfe nacional, Tininha teme acabar “estacionando”, já que não consegue disputar algumas competições por falta de verba.

- É complicado ir para as competições sem ter nenhum apoio. Eu tento ganhar um prêmio aqui e outro ali para investir isso em mim –disse.

Com a vitória no Rio, Luana Coutinho sagrou-se vice-campeã do circuito. Além dela e da campeã, Diana Cristina, outras quatro surfistas podem garantir seu espaço na categoria especial do surfe brasileiro, o SuperSurf: Suelen Naraisa (SP), terceiro lugar no ranking, Juliana Quint (SC), quarta colocada, Taís de Almeida (RJ), na quinta posição, e Gabriela Teixeira (RJ), também no quinto lugar. As surfistas ainda dependem do término da temporada do Super Surf para ver quem irá estar na divisão especial em 2010.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bruninho vence e se junta a Jihad, Heitor e Mineirinho na segunda fase em Peniche

Convidado da etapa portuguesa, brasileiro derrota Mick Campbell


Com duas notas na casa dos sete pontos, Bruno Santos garantiu a vitória sobre o australiano Mick Campbell e a vaga na segunda fase do Mundial de Peniche, em Portugal, penúltima etapa da temporada. O niteroiense, que compete como convidado, se junta a Jihad Khodr e Heitor Alves, que venceram na primeira fase, e a Adriano de Souza, o Mineirinho, pré-classificado por ser o terceiro do ranking mundial.

Campeão da etapa do Taiti no ano passado, quando entrou na chave principal depois de passar pelas triagens, Bruninho compete em Peniche porque seu patrocinador é o organizador do evento.

Ele estava na segunda das quatro baterias disputadas desta sexta-feira, nas ondas de Lagido. O palanque no palco principal, Supertubos, foi destruído há dois dias por conta de uma tempestade. Tirou 7,00 e 7,67 contra Campbell. O australiano vendeu caro a derrota. Tinha 6,33 e 6,43.

A etapa de Peniche optou pelo novo formato de baterias, sem repescagem. Se alcançar as semifinais, o australiano Mick Fanning poderá conquistar o bicampeonato mundial por antecipação. De Peniche, o circuito seguirá para Pipeline, no Havaí.

Primeira fase masculina - formato novo
1: Jihad Khodr (BRA) 13,10 x 10,84 Tim Boal (FRA)
2: Heitor Alves (BRA) 8,50 x 4,10 David Weare (AFS)
3: Nathaniel Curran (EUA) 11,00 x 9,67Tiago Pires (POR)
4: Ben Dunn (AUS) 12,33 x 11,67 Phillip MacDonald (AUS)
5: Marlon Lipke (ALE) 14,66 x 10,77 Michel Bourez (PYF)
6: Patrick Gudauskas (EUA) 11,84 x 10,17 Chris Davidson (AUS)
7: Owen Wright (AUS) 12,03 x 8,76 Kekoa Bacalso (HAV)
8: Kai Otton (AUS) 9,90 x 5,90 David Luis (POR)
9. Dean Morrison AUS 12,50 x 10,34 Justin Mujica POR
10. Bruno Santos (BRA) 14,67 x 12,76 Mick Campbell AUS
11. Michael Picon FRA 13,16 x 8,73 Chris Ward EUA
12. Roy Powers HAV 14,17 x 11,00 Dayyan Neve AUS

13: Tim Reyes (EUA) x Jay Thompson (AUS)
14: Josh Kerr (AUS) x Nic Muscroft (AUS)
15: Greg Emslie (AFS) x Aritz Aranburu (ESP)
16: Dustin Barca (HAV) x Drew Courtney (AUS)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Após tempestade, Jihad e Heitor arrancam vitórias na estreia em Peniche

Surfistas se juntam a Mineirinho na penúltima etapa do Circuito Mundial


Depois da tempestade que atingiu Peniche, Jihad Khodr e Heitor Alves conseguiram aproveitar bem a bonança nas ondas portuguesas. Os organizadores da penúltima etapa do Circuito Mundial mudaram as disputas para Mohle Leste, que fica do canto esquerdo da praia de Supertubos. E foi lá que eles arrancaram suas primeiras vitórias. Terceiro do ranking, Adriano de Souza, o Mineirinho, só vai estrear na segunda fase. Ele é um dos surfistas que podem impedir o australiano Mick Fanning de garantir o bicampeonato mundial por antecipação.

Depois de três adiamentos seguidos, os organizadores optaram pelo novo formato de disputas, sem repescagem. Com a mudança, Bruno Santos, que compete como convidado e estrearia contra Fanning, passou para a décima bateria, e Jihad foi o primeiro a entrar em ação.

O paranaense, 38º o ranking, enfrentou o francês Tim Boal e garantiu a vitória em sua última onda na bateria, quando ganhou 6,17 pontos.

Heitor disputou uma bateria com apenas sete ondas e tirou notas baixas, porém um pouco melhores do que as do sul-africano David Weare. Garantiu a vaga na segunda fase ao ganhar 3,67 e 4,83 em suas duas melhores ondas, contra 1,43 e 2,67 do adversário.

Primeira fase masculina - formato novo
1: Jihad Khodr (BRA) 13,10 x 10,84 Tim Boal (FRA)
2: Heitor Alves (BRA) 8,50 x 4,10 David Weare (AFS)
3: Nathaniel Curran (EUA) 11,00 x 9,67Tiago Pires (POR)
4: Ben Dunn (AUS) x Phillip MacDonald (AUS)
5: Michel Bourez (PYF) x Marlon Lipke (ALE)
6: Chris Davidson (AUS) x Patrick Gudauskas (EUA)
7: Kekoa Bacalso (HAV) x Owen Wright (AUS)
8: Kai Otton (AUS) x David Luis (POR)
9: Dean Morrison (AUS) x Justin Mujica (POR)
10: Mick Campbell (AUS) x Bruno Santos (BRA)
11: Chris Ward (EUA) x Michael Picon (FRA)
12: Roy Powers (HAV) x Dayyan Neve (AUS)
13: Tim Reyes (EUA) x Jay Thompson (AUS)
14: Josh Kerr (AUS) x Nic Muscroft (AUS)
15: Greg Emslie (AFS) x Aritz Aranburu (ESP)
16: Dustin Barca (HAV) x Drew Courtney (AUS)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Surfistas ganham folga no primeiro dia do Mundial de Peniche, em Portugal

Ondas de 1m na bancada de Supertubos fazem organizadores adiarem o início da etapa que pode coroar o campeão da temporada


O australiano Mick Fanning terá de esperar mais um pouco para dar mais um passo na caminhada rumo ao bicampeonato mundial. Nesta segunda-feira, as ondas em Peniche, em Portugal, tinham cerca de 1m, mas os organizadores da nona das dez etapas do Circuito Mundial de surfe preferiram adiar o início das disputas e esperar por melhores condições. O brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, terceiro colocado do ranking, é um dos surfistas que estão na briga pelo título da temporada.

- Observamos as condições durante toda a manhã, e elas não estão no nível que gostaríamos para começar as disputas – disse Damien Hardman, diretor de prova.

Hardman ainda não escolheu se optará pelo formato antigo ou pelo novo, sem repescagem. A janela de espera da etapa vai até o dia 30.

Primeira fase masculina - formato tradicional
1: Damien Hobgood (EUA), Tim Boal (FRA), Jihad Khodr (BRA)
2: Taylor Knox (EUA), Heitor Alves (BRA), David Weare (AFS)
3: Bobby Martinez (EUA), Tiago Pires (POR), Nathaniel Curran (EUA)
4: Taj Burrow (AUS), Ben Dunn (AUS), Phillip MacDonald (AUS)
5: Adriano de Souza (BRA), Adrian Buchan (AUS), Marlon Lipke (ALE)
6: C.J. Hobgood (EUA), Michel Bourez (PYF), Patrick Gudaudkas (EUA)
7: Bede Durbidge (AUS), Chris Davidson (AUS), Owen Wright (AUS)
8: Joel Parkinson (AUS), Dean Morrison (AUS), David Luis (POR)
9: Kelly Slater (EUA), Mick Campbell (AUS), Justin Mujica (POR)
10: Mick Fanning (AUS), Kekoa Bacalso (HAV), Bruno Santos (BRA)
11: Kieren Perrow (AUS), Chris Ward (EUA), Michael Picon (FRA)
12: Jordy Smith (AFS), Roy Powers (HAV), Dayyan Neve (AUS)
13: Tom Whitaker (AUS), Tim Reyes (EUA), Jay Thompson (AUS)
14: Fredrick Patacchia (HAV), Josh Kerr (AUS), Nic Muscroft (AUS)
15: Dane Reynolds (EUA), Greg Emslie (AFS), Aritz Aranburu (ESP)
16: Kai Otton (AUS), Dustin Barca (HAV), Drew Courtney (AUS)

Primeira fase masculina - formato novo
1: Tim Boal (FRA) x Jihad Khodr (BRA)
2: Heitor Alves (BRA) x David Weare (AFS)
3: Tiago Pires (POR) x Nathaniel Curran (EUA)
4: Ben Dunn (AUS) x Phillip MacDonald (AUS)
5: Michel Bourez (PYF) x Marlon Lipke (ALE)
6: Chris Davidson (AUS) x Patrick Gudauskas (EUA)
7: Kekoa Bacalso (HAV) x Owen Wright (AUS)
8: Kai Otton (AUS) x David Luis (POR)
9: Dean Morrison (AUS) x Justin Mujica (POR)
10: Mick Campbell (AUS) x Bruno Santos (BRA)
11: Chris Ward (EUA) x Michael Picon (FRA)
12: Roy Powers (HAV) x Dayyan Neve (AUS)
13: Tim Reyes (EUA) x Jay Thompson (AUS)
14: Josh Kerr (AUS) x Nic Muscroft (AUS)
15: Greg Emslie (AFS) x Aritz Aranburu (ESP)
16: Dustin Barca (HAV) x Drew Courtney (AUS)

Primeira fase feminino:
1: Rebecca Woods (AUS), Jacqueline Silva (BRA), Bruna Schmitz (BRA)
2: Melanie Bartels (HAV), Samantha Cornish (AUS), Alana Blanchard (HAV)
3: Stephanie Gilmore (AUS), Amee Donohoe (AUS), Pauline Ado (FRA)
4: Silvana Lima (BRA), Sally Fitzgibbons (AUS), Megan Abubo (HAV)
5: Sofia Mulanovich (PER), Chelsea Hedges (AUS), Jessi Miley-Dyer (AUS)
6: Paige Hareb (NZL), Coco Ho (HAV), Rosanne Hodge (AFS)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Esperança do Brasil, Mineirinho dribla dificuldades com dedicação e disciplina

Hoje candidato ao inédito título mundial, surfista não sabia pegar ondas para a esquerda nem falar inglês quando começou a competir


Adriano de Souza mal consegue lembrar em que ano foi. Lembra que era a primeira final que disputava. Uma onda perfeita se formava no outside, mas ele sequer ousou remar em sua direção. Era uma esquerda, e Adriano, irmão de Angelo, não sabia pegar ondas para a esquerda. Perdeu o título, levou um puxão de orelha do empresário e ficou os seis meses seguintes surfando somente ondas para aquele lado. Na última terça-feira, Adriano voltou a ver esquerdas se formando. Estava na costa espanhola de Sopelana, no País Basco. Remou sem medo em direção a elas. Seguidas vezes. Uma melhor do que outra. Conquistou sua primeira vitória na elite do surfe. Daquela primeira decepção ao posto de esperança brasileira ao inédito caneco do Circuito Mundial, ele carrega na prancha exemplos de disciplina e dedicação.
O empresário é o mesmo até hoje. Foi Luis Campos, o Pinga, quem primeiro enxergou nele um futuro promissor. Aos 9 anos, Adriano era apenas um menino pobre do Guarujá que tinha a prancha como um dos poucos brinquedos. Há 23 anos, a família De Souza migrou do Rio Grande do Norte para São Paulo em busca de trabalho na região litorânea. O pai montou um pequeno bar no Guarujá. O irmão, Angelo, 13 anos mais velho, foi quem o empurrou sobre uma prancha pela primeira vez. E como o apelido dele era Mineiro, o caçula virou... Mineirinho.

Mineirinho teve dificuldades para conciliar estudos e competições. E passou por maus momentos em consequência disso. Como em sua primeira viagem ao Havaí, aos 11 anos. A passagem fora um prêmio pela vitória em um campeonato. Na primeira das duas escalas até Honolulu, em Dallas, achou que já tivesse chegado. Sem saber se comunicar, saiu do avião. Teve de ser levado de volta, pois estava certo de que estava no destino final.

O primeiro grande título da carreira veio em 2003: sagrou-se campeão mundial pro júnior. Em 2005 e em 2006, dedicou-se à divisão de acesso mundial, o WQS. Conquistou o bicampeonato do circuito que dá 15 vagas para a elite do surfe. Ao chegar à elite, logo surpreendeu. Em sua primeira etapa, foi às semifinais. Adaptou-se bem aos grupo dos melhores do mundo. Vira e mexe troca a badalação pelo computador - adora editar vídeos - e pelo estudo: estuda o melhor equipamento, a melhor estratégia.

- Ele está sempre prestando atenção, se dedicando, sempre tentando evoluir - contou o americano Kelly Slater, em julho, quando esteve no Brasil.

Mas a dificuldade de se comunicar ainda atrapalhava. Seu patrocinador, então, pagou um curso de inglês de três meses de duração na Gold Coast australiana. Hoje, mora em São Clemente, na Califórnia.

O maior susto da carreira foi em 2007. Após uma "vaca", cortou o rosto durante a etapa móvel do “circuito dos sonhos”. O sonho virou pesadelo em Arica, no Chile.

Mas surfistas estão acostumados ao perigo. Sabem, como poucos, como driblar o medo, esteja ele em um fundo de pedra ou no olho de um adversário. Um deles, bem verde, costuma incomodar.
Até esta semana, Kelly Slater, eneacampeão mundial, tinha seis vitórias em seis confrontos contra Mineirinho. E a última delas tinha sido justamente na final da etapa brasileira, em Imbituba. Na terça-feira, finalmente conseguiu dar o troco.
Aos 37 anos, porém, o americano é uma incógnita para a temporada 2010. Conquistar o título mundial com Slater ainda competindo daria ainda mais prestígio ao brasileiro.

- O circuito mundial deve muito a ele e, sem ele, não tem o mesmo peso – disse, durante a etapa de Imbituba.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mineirinho reina em Sopelana, é campeão pela primeira vez e entra para o top 3

Paulista de 22 anos aumenta para 15 o número de vitórias do país na elite


Desde que entrou na elite, Adriano de Souza, o Mineirinho, carrega sobre a prancha a maior esperança do surfe brasileiro - a de ter um campeão mundial. Nesta terça-feira, após quatro anos remando contra os melhores do mundo, o paulista conseguiu a mais importante façanha de sua carreira e deu um grande passo rumo ao seu sonho. A etapa era a de Mundaka, mas a temperamental e perfeita onda não apareceu, e foi Sopelana - a 40km de lá - quem deu sorte ao brasileiro, de 22 anos. Ele derrotou o australiano Chris Davidson e ergueu uma taça pela primeira vez. De quebra, pulou da sexta para a terceira colocação do ranking. Após o oitavo dos dez desafios, a lista tem novo líder, o australiano Mick Fanning.

- Esse é nosso, Brasil. Sopelana agora é minha casa - disse, logo após sair da água.

Mineirinho aumentou para 15 o número de vitórias do país no Circuito Mundial. O último brasileiro a ganhar uma etapa tinha sido Bruno Santos, no ano passado, em Teahupoo, no Taiti. Bruninho, porém, era convidado, e não integrante da elite. Entre os 45 melhores surfistas que a integram, o jejum verde e amarelo era de sete anos. Neco Padaratz, em 2002, na França, conquistou para o Brasil a última vitória. Para tal, derrotou na decisão o havaiano Andy Irons, que naquele ano acabou conquistando o primeiro de seus três títulos mundiais.

Mineirinho começou a vislumbrar o título em Sopelana ainda nas quartas de final, quando eliminou o havaiano Fred Patacchia, surfista que vinha embalado pela vitória sobre Fanning. O adversário seguinte era Kelly Slater, eneacampeão do mundo. O brasileiro trazia uma lembrança doída: a derrota na final da etapa de Imbituba, em Santa Catarina. O triunfo naquelas águas colocou o americano na briga pelo título da temporada – pulou de 25º para nono. A eliminação nesta terça, diante de Mineirinho, o fez cair da quinta para a sexta.

Com Slater na areia, era hora de encarar Davidson. Famoso por estar sempre em festas e com um copo de cerveja nas mãos, o australiano também buscava sua primeira vitória. Mas o sonho aussie logo virou pesadelo. Ou ressaca.

Mineirinho brincou nas ondas bascas. Começou o show com uma nota 7,50. Acrescentou à soma um 6,00, que logo foi descartado por um 6,67. A melhor nota de Davidson era 4,33. Ele precisava de 9,84 para virar. Tirou 6,83 e diminuiu a diferença. Ainda faltava um 7,35.

A três minutos do fim, Mineirinho pegou uma ótima esquerda, ganhou 8,90 e comemorou como nunca. Até o australiano se rendeu. Antes mesmo de a buzina anunciar a vitória do brasileiro, foi abraçá-lo. Era hora de comemorar.

- Quero dividir esse momento com todos os meus amigos - disse o brasileiro.

Neste ano, Mineirinho foi vice-campeão de duas etapas. Perdeu para o australiano Joel Parkinson, líder do ranking, na Gold Coast australiana, e para o americano Kelly Slater, eneacampeão mundial, em Imbituba, Santa Catarina. Foi quinto colocado no temido pico de Teahupoo, no Taiti, e em Trestles, na Califórni. Caiu na terceira fase na australiana Bells Beach e em Jeffreys Bay, na África do Sul, e na repescagem de Seignosse, na França.

A próxima etapa do Circuito Mundial masculino começa no dia 19, em Peniche, em Portugal.

Final:
Adriano de Souza (BRA) 16.40 x 11.83 Chris Davidson (AUS)
Semifinais:
1: Chris Davidson (AUS) 13.84 x 10.53 C.J. Hobgood (EUA)
2: Adriano de Souza (BRA) 16.00 x 15.93 Kelly Slater (EUA)
Quartas de final:
1: C.J. Hobgood (EUA) 14.00 x 10.97 Bede Durbidge (AUS)
2: Chris Davidson (AUS) 13.40 x 10.10 Drew Courtney (AUS)
3: Adriano de Souza (BRA) 16.33 x 10.67 Fredrick Patacchia (HAV)
4: Kelly Slater (EUA) 14.33 x 10.60 Taj Burrow (AUS)


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Com ondas pequenas, etapa de Mundaka do Circuito Mundial é adiada novamente

Previsão é animadora para o fim de semana. Mineirinho espera para estrear


Pelo terceiro dia consecutivo, as ondas pequenas causaram o adiamento da etapa de Mundaka do Circuito Mundial de Surfe. A competição foi interrompida na segunda-feira, ainda na primeira fase, e os organizadores esperam condições melhores para que o evento seja reiniciado.

- Não havia nada (de ondas) hoje, então cancelamos o dia. Os organizadores esperam movimento melhor (do mar) nos próximos dias, e vamos nos reunir amanhã (sexta) para um possível recomeço - explicou o juiz-chefe Perry Hatchett.

Enquanto isso, Adriano de Souza, o Mineirinho, espera para fazer sua estreia em Mundaka. O brasileiro, atual sexto colocado no ranking mundial, começará sua participação já na segunda fase - a etapa de Mundaka não tem repescagem -, assim como os outros favoritos.

Jihad Khodr, que já caiu na água, começou com vitória sobre o havaiano Roy Powers e se classificou para a segunda fase. Heitor Alves, no entanto, não teve a mesma sorte. O cearense foi eliminado pelo australiano Drew Courtney.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Depois de receber elogios de Fanning, Medina é o destaque do dia no Arpoador

Paulista de 15 anos volta a atrair os holofotes na abertura do WQS carioca


Na semana passada, o jovem paulista Gabriel Medina, de 15 anos, recebeu aplausos de toda a comunidade do surfe ao ser campeão do World King Of the Groms, na França, com duas notas 10, igualando feito de Kelly Slater, e ser elogiado pelo australiano Mick Fanning. Assim, nesta segunda-feira, na abertura do WQS do Arpoador, no Rio de Janeiro, a estreia do surfista era uma das mais esperadas do evento. E ele não decepcionou. Com uma nota 8.33, a maior do dia, e outra 6.33, ele venceu sua bateria e avançou à segunda fase do evento.

Na mesma bateria, o também brasileiro César Aguiar ficou em segundo, com 12.17 de somatório. Medi Verminadi, das Ilhas União, chegou a tirar 8.00, mas teve como segunda maior nota um decepcionante 2.60.

- Foi muito legal esse campeonato na França. O mar estava muito bom lá e consegui mostrar meu surfe. Fiquei feliz que muita gente comentou sobre essa minha bateria com duas notas 10, inclusive o Mick Fanning. Mas agora é outro campeonato e só quero mostrar meu surfe aqui no Rio, sem pressão. Acho que não tenho nenhuma obrigação para conquistar resultados, só surfar mesmo o que eu sei – disse Gabriel Medina, que, em julho, se tornou o surfista mais jovem a vencer uma etapa do WQS, na Praia Mole, em Santa Catarina.

Os surfistas locais também foram bem nas baterias desta segunda. Ian Cosenza e Pedro Henrique mostraram conhecimento das ondas do Arpoador e venceram suas baterias e continuam na luta pelo título.

- Já surfei muito aqui. Lembro um pouco de como é o mar, mas isso não é fundamental para se vencer. É claro que ajuda, mas não dá para contar só com isso. O mar está difícil. Quando o Arpoador fica assim, pequeno, é complicado conseguir uma boa onda. Para se ter um bom resultado tem que se posicionar bem e eu consegui hoje - disse Pedro Henrique, campeão mundial pro Junior, em 2000, que hoje mora em Saquarema, na Região dos Lagos.

Nesta terça-feira, os 48 classificados da primeira fase enfrentarão os 48 surfistas ranqueados, que já estavam na segunda fase. Segundo colocado no ranking do WQS, o brasileiro Jadson André tem estreia prevista para a primeira bateria da segunda fase. Ele enfrentará os brasileiros Caio Ibelli, Vitor Ribas e Saulo Junior. Campeão no último final de semana, na etapa do WQS disputada no Guarujá, Renato Galvão também estará no mar na segunda fase. Ele disputará a 20ª bateria.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Jihad vence uma bateria pela terceira vez em oito etapas, e Heitor cai em Mundaka

Paranaense faz boa estreia nas esquerdas do País Basco e vai enfrentar um dos 16 melhores surfistas do ranking mundial na segunda fase


As temperamentais esquerdas de Mundaka, no País Basco, acordaram logo no primeiro dia da janela de espera. E o primeiro a desafiá-las foi justamente um brasileiro, Jihad Khodr. O paranaense, que ocupa apenas a 38ª colocação do ranking, derrotou o havaiano Roy Powers e passou à segunda fase, quando estreiam os 16 melhores da temporada - entre eles, Adriano de Souza, o Mineirinho. O cearense Heitor Alves, 25º, não teve a mesma sorte e caiu diante do australiano Drew Courtney.

Das oito etapas da temporada, Jihad só conseguiu vitória em bateria em três delas. Na de abertura, na Gold Coast australiana, chegou às oitavas de final. Em Bells Beach, também na Austrália, caiu na terceira fase.

Nesta segunda-feira, em Mundaka, o paranaense somou 13,60 pontos, contra 11,10 do havaiano. O cearense Heitor, com 10,17, foi superado pelos 11,67 de Courtney.

Quem passar vai para as oitavas. Neste ano, a etapa de Mundaka usa o novo formato da Associação dos Surfistas Profissionais (ASP): todas as baterias são homem a homem, e não tem repescagem.

Briga pela liderança do ranking
Apenas 146 pontos separam os australianos Joel Parkinson e Mick Fanning. Isso significa que, se Joel tropeçar antes de Mick, tem grande chance de perder a liderança, posto que ocupa desde a primeira etapa, na Gold Coast (AUS). Mundaka é a oitava das dez que compõem o calendário.

Baterias da primeira fase:
1: Jihad Khodr (BRA) 13.60 x 11.10 Roy Powers (HAV)
2: David Weare (AFS) 13.50 x 7.17 Tim Boal (FRA)
3: Drew Courtney (AUS) 11.67 x 10.17 Heitor Alves (BRA)
4: Tiago Pires (POR) 14.66 x 13.17 Phillip MacDonald (AUS)
5: Ben Dunn (AUS) 13.16 x 9.10 Marlon Lipke (ALE)
6: Kekoa Bacalso (HAW) 15.80 x 10.96 Hodei Collazo (ESP)
7: Michel Bourez (TAH) 13.34 x 10.00 Damien Fahrenfort (AFS)
8: Kai Otton (AUS) 13.84 x 11.50 Reubyn Ash (GBR)
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9: Dean Morrison (AUS) x Dean Bowen (AUS)
10: Mick Campbell (AUS) x Marcos San Segundo (ESP)
11: Chris Davidson (AUS) x Nathaniel Curran (EUA)
12: Tim Reyes (EUA) x Michael Picon (FRA)
13: Josh Kerr (AUS) x Nic Muscroft (AUS)
14: Dustin Barca (HAV) x Aritz Aranburu (ESP)
15: Chris Ward (EUA) x Dayyan Neve (AUS)
16: Jay Thompson (AUS) x Greg Emslie (AFS)


Renato Galvão vence o WQS do Guarujá

Brasil tem dois atletas no G-15, zona que classifica para a elite de 2010


Renato Galvão aproveitou melhor as ondas de 2 a 3 pés na Praia do Tombo, neste domingo, a faturou o título da etapa do Guarujá do World Qualifying Series, o WQS, divisão de acesso à elite do surfe mundial. Com notas 8 e 7,70 em duas ondas seguidas, o paulista de Ubatuba superou o americano Patrick Gudauskas por 15,7 a 12,16 na decisão.

O título rende a Galvão um prêmio de US$ 20 mil (cerca de R$ 35 mil) e 2.500 pontos no ranking do WQS. O ubatubense, que ocupava a 70ª posição antes da etapa, subiu para o 37º posto. Apenas os 15 primeiros se classificam para disputar o Circuito Mundial, primeira divisão do surfe mundial, em 2010.

- Estou me sentindo muito emocionado porque o público aqui torceu muito por mim, não só agora na final, mas em todos os dias. Estou muito feliz pela galera do Tombo estar comemorando este titulo comigo e a final foi irada. O Patrick surfa muito e só tenho a agradecer a Deus por ter feito essa final e mais ainda por ter vencido o campeonato - comemorou Galvão, que abriu o domingo despachando o irlandês Glenn Hall e, depois, ganhou a semifinal contra o cearense Pablo Paulino.

O Brasil atualmente tem Jadson André (2º) e Willian Cardoso (14º) no G-15, mas Rodrigo Dornelles (20º), Marco Polo (22º) e Wiggolly Dantas (25º) perto da zona de classificação para a elite.

Confira os resultados deste domingo no Guarujá

Final
Renato Galvão (SP) 15,70 x 12,16 Patrick Gudauskas (EUA)

Semifinais
Renato Galvão (SP) 10,43 x 7,17 Pablo Paulino (CE)
Patrick Gudauskas (EUA) 14 x 13,20 Brandon Jackson (AFS)

Confira o ranking atualizado do WQS
01: Daniel Ross (AUS) – 14.975 pontos
02: Jadson André (RN) – 14.813
03: Owen Wright (AUS) – 14.338
04: Patrick Gudauskas (EUA) – 13.551
05: Adam Melling (AUS) – 13.026
06: Matt Wilkinson (AUS) – 12.150
07: Joan Duru (FRA) – 12.050
08: Blake Thornton (AUS) – 11.925
09: Brett Simpson (EUA) – 11.863
10: Travis Logie (AFS) – 11.851
11: Austin Ware (EUA) – 11.575
12: Dusty Payne (HAV) – 11.425
13: Glenn Hall (IRL) – 11.200
14: Willian Cardoso (SC) – 11.151
15: Luke Munro (AUS) – 11.139
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20: Rodrigo Dornelles (RS) – 10.350 pontos
22: Marco Polo (SC) – 9.975
25: Wiggolly Dantas (SP) – 9.650
30: Leonardo Neves (RJ) – 9.363
33: Pablo Paulino (CE) – 8.963
34: Neco Padaratz (SC) – 8.851
37: Renato Galvão (SP) – 8.488
39: Jean da Silva (SC) – 8.400
41: Yuri Sodré (RJ) – 8.275
44: Miguel Pupo (SP) – 8.075
48: Paulo Moura (PE) – 7.539
50: Bernardo Pigmeu (PE) – 7.438

Silvana Lima bate líder do ranking e conquista sua segunda taça consecutiva

Cearense vence australiana Stephanie Gilmore, leva etapa de Sydney e dá mais um passo na corrida pelo inédito título mundial para o Brasil no surfe


Com uma vitória convincente, na casa da adversária, Silvana Lima conquistou a etapa de Sydney, seu segundo triunfo seguido no Circuito Mundial. A cearense derrotou a australiana Stephanie Gilmore, atual bicampeã do mundo e líder do ranking, e deu mais um passo rumo ao título da temporada. Ela, que venceu em Bells Beach (AUS), está em segundo, com 2880, contra 3241 de Stephanie, vencedora na Gold Coast. O Brasil nunca teve um campeão mundial no surfe.

Na decisão, em ondas de 1,5m em Dee Why, Silvana tirou notas 7,77 e 8,83. Steph, com 7,00 e 5,67, precisava de 9,60 para virar.

- Eu não posso acreditar. Estive três vezes na final desta etapa e finalmente eu venci. Estava me sentindo muito confiante. As ondas aqui hoje estavam como as ondas do Brasil, e eu sempre surfo nestas condições. A final foi realmente muito boa. Steph pegou algumas ondas boas também e eu consegui pegar duas muito boas.

Antes de chegar à decisão, neste domingo, a cearense passou, nas quartas, pela peruana Sofia Mulanovich, campeã mundial de 2004, e, nas semifinais, pela catarinense Jacqueline Silva. A paranaense Bruna Schmitz, outra representante do Brasil na elite do surfe, parou na repescagem.

A próxima etapa do Circuito Mundial começa no dia 26, em Peniche, Portugal. De lá, a elite feminina segue para Lobitos, no Peru, e depois para o Havaí, palco dos dois últimos desafios: em Sunset Beach, na ilha de Oahu, e em Honolua Bay, em Maiu.

- Eu estou definitivamente em busca do título, mas é muito cedo. Ainda há mais quatro disputas neste ano, então é mais trabalho para cada uma, mas eu me sinto muito mais confiante depois da minha primeira vitória em Bells.

Final:
Silvana Lima (BRA) 16.60 x 12.67 Stephanie Gilmore (AUS)

Semifinais:
1: Stephanie Gilmore (AUS) 15.17 x Melanie Bartels 6.87 (HAV)
2: Silvana Lima (BRA)10.60 x 5.40 Sofia Mulanovich (PER)